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Câmara dos Deputados pode aprovar lei que proíbe uso de imagens de câmeras corporais contra policiais

Câmara dos Deputados pode proibir uso de imagens de câmeras corporais como prova contra policiais, desafiando decisão do STF.

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados vai votar um projeto de lei que proíbe o uso de imagens de câmeras corporais como provas contra policiais. O projeto é do deputado Capitão Augusto, que defende que essa medida protege o direito de não se autoincriminar. Ele argumenta que a obrigatoriedade do uso dessas câmeras, determinada pelo Supremo Tribunal Federal, pode levar a abusos e responsabilizações injustas. O relator do projeto, Coronel Ulysses, também sugere que a proibição se aplique a todos os profissionais de segurança pública. Se aprovado, o uso das imagens ficará restrito a treinamentos e fiscalização interna. Essa proposta contraria a decisão do STF, que busca aumentar a transparência nas ações policiais em São Paulo.

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira, 27 de maio, um projeto de lei que proíbe o uso de imagens de câmeras corporais como provas contra policiais militares. A proposta, do deputado Capitão Augusto (PL-SP), visa garantir o direito à não autoincriminação.

O deputado argumenta que a obrigatoriedade das câmeras, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pode comprometer esse direito constitucional. Augusto afirma que a lei protegerá policiais de serem responsabilizados penal ou administrativamente com base em gravações feitas sob coação. O relator do projeto, Coronel Ulysses (União-PI), também oficial da Polícia Militar, endossa a proposta, sugerindo que a proteção se estenda a todos os profissionais de segurança pública.

Se aprovada, a lei permitirá que as imagens sejam utilizadas apenas para treinamento e fiscalização interna. O projeto contraria a decisão do STF que, em maio, tornou obrigatório o uso de câmeras corporais em operações policiais em São Paulo. O governo paulista se comprometeu a aumentar em 25% o número de equipamentos, totalizando 15 mil câmeras em batalhões prioritários.

Em 2024, o estado registrou um aumento de 65% no número de mortes causadas por policiais militares em comparação ao ano anterior, segundo dados do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública do Ministério Público paulista. O projeto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça antes de ser votado no plenário.

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