Durante uma audiência no Supremo Tribunal Federal, o delegado da Polícia Federal Caio Rodrigo Pellim revelou que está sendo investigado pela PF por supostas irregularidades na atuação da Polícia Rodoviária Federal nas eleições de 2022. Pellim, que era chefe da área de combate ao crime organizado na PF na época, foi chamado como testemunha de defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que é um dos réus em um caso sobre uma tentativa de golpe de Estado. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, informou que Pellim é um dos alvos da investigação sobre bloqueios da PRF que teriam impedido eleitores de votar no segundo turno. Embora Pellim tenha afirmado não saber sobre a investigação, o ministro Alexandre de Moraes, que conduz o caso, confirmou que ele é mencionado em depoimentos de outras testemunhas. Pellim não foi indiciado, mas sua condição de investigado significa que ele não pode se comprometer a dizer a verdade durante o depoimento. A investigação sobre as blitze da PRF continua em andamento e é sigilosa.
O delegado da Polícia Federal (PF) Caio Rodrigo Pellim revelou, durante audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), que está sendo investigado pela PF em relação a supostas irregularidades da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas eleições de 2022. Pellim, que atuou como testemunha de defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, um dos réus em uma ação penal sobre uma tentativa de golpe de Estado, expressou surpresa ao saber da investigação.
A informação sobre a investigação foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que afirmou que Pellim é um dos alvos da apuração sobre o direcionamento de blitze da PRF para obstruir o trânsito de eleitores no segundo turno das eleições. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, confirmou que o delegado foi mencionado em diversos depoimentos de testemunhas.
Pellim, que ocupava o cargo de diretor de investigação e combate ao crime organizado na PF em 2022, afirmou não ter conhecimento sobre qualquer investigação contra ele. Durante a audiência, Gonet solicitou que Pellim não fosse obrigado a dizer a verdade, uma vez que ele é investigado. Os advogados de Torres argumentaram que o delegado não foi indiciado, apenas ouvido na apuração.
Moraes destacou que a investigação sobre as blitze da PRF continua em andamento e que o depoimento de Pellim, apesar de ser de um investigado, pode ser considerado como o de uma testemunha se ele não for indiciado. O inquérito é sigiloso, e a PGR já havia solicitado um complemento ao relatório final da investigação, que resultou na prisão do ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, em agosto de 2023.
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