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Depoimentos reforçam denúncia contra Jair Bolsonaro e outros 30 réus por golpe

Depoimento do ex-comandante da Aeronáutica reforça denúncia contra Jair Bolsonaro e outros por tentativa de golpe e prisão de ministro do STF.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro e 30 outras pessoas foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por um plano golpista para impedir a posse de Lula, com penas que podem chegar a 43 anos. O ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, confirmou em depoimento que participou de reuniões no Palácio da Alvorada onde se discutiu uma minuta golpista e a prisão do ministro Alexandre de Moraes. Ele relatou que o ex-comandante do Exército ameaçou Bolsonaro com prisão se o plano fosse executado e que a articulação não teve sucesso porque não houve apoio total das Forças Armadas. Baptista Junior também mencionou que a prisão de Moraes foi discutida, mas era apenas uma ideia em meio a um brainstorming. O procurador-geral da República e Moraes estão acompanhando os depoimentos de perto. Até agora, o Supremo rejeitou a denúncia contra dois alvos da investigação, pois não havia provas suficientes contra eles.

O ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 30 pessoas foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento em uma tentativa de golpe para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. As penas podem chegar a 43 anos de prisão.

O ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, prestou depoimento que fortaleceu a denúncia. Ele confirmou sua participação em reuniões no Palácio da Alvorada, onde se discutiu uma minuta golpista. Baptista Junior também relatou que o ex-comandante do Exército, Freire Gomes, ameaçou Bolsonaro com prisão caso o plano fosse executado. A articulação, segundo ele, não teve sucesso devido à falta de apoio unânime das Forças Armadas.

Durante o depoimento, Baptista Junior mencionou que houve discussões sobre a prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022. Ele descreveu essas conversas como um “brainstorming”, onde se questionava como proceder caso a prisão fosse realizada, já que o STF provavelmente concederia um habeas corpus.

A PGR, liderada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, está atenta aos depoimentos e tem participado ativamente das investigações. Em fevereiro, a denúncia contra Bolsonaro e outros foi formalizada por crimes como organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Até o momento, o STF rejeitou a denúncia apenas contra dois indivíduos, citando a falta de provas robustas.

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