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Entorno de Bolsonaro ignora candidatura de Zema à presidência da República

Governador de Minas Gerais, Romeu Zema, planeja candidatura à presidência em 2024, mas enfrenta desafios e indiferença de aliados de Bolsonaro.

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, planeja se candidatar à presidência em 2024, mas enfrenta indiferença de aliados de Jair Bolsonaro, que não o veem como uma ameaça. Zema, que foi reeleito em 2022, acredita que pode ser uma opção para a direita, mesmo sem o apoio de Bolsonaro, e pretende viajar pelo Brasil a partir de setembro para falar sobre segurança, inflação, corrupção e valores cristãos. No entanto, seu partido tem uma estrutura fraca, com poucos representantes e um fundo eleitoral muito menor que o de partidos como o PL de Bolsonaro e o PT de Lula. Além disso, Zema é visto como menos carismático e sua popularidade é restrita a Minas Gerais. Outros governadores, como Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior, são considerados concorrentes mais fortes, e a divisão na direita pode beneficiar Lula nas próximas eleições.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, planeja lançar sua candidatura à presidência da República no segundo semestre de 2024. No entanto, sua iniciativa tem sido recebida com indiferença por aliados de Jair Bolsonaro, que não veem Zema como uma ameaça significativa. Interlocutores próximos ao ex-presidente afirmam que o governador não possui apelo fora de Minas Gerais, onde conquistou a reeleição em 2022 em um contexto favorável ao bolsonarismo.

Zema pretende iniciar uma série de viagens pelo Brasil a partir de setembro, com um discurso focado em segurança pública, combate à inflação, corrupção e valores cristãos. Seu marqueteiro, Renato Pereira, está preparando a estratégia de comunicação com base em pesquisas eleitorais. Apesar de não contar com o apoio de Bolsonaro, Zema acredita que pode ser uma opção viável para a direita, especialmente em um cenário onde o ex-presidente pode estar inelegível até 2030.

Desafios e Concorrência

A candidatura de Zema enfrenta desafios significativos. O Novo possui uma estrutura eleitoral limitada, com apenas cinco deputados, um senador e 19 prefeitos em todo o Brasil. O fundo eleitoral do partido para 2024 é de apenas R$ 37,1 milhões, em contraste com os R$ 886,8 milhões do PL de Bolsonaro e R$ 619,8 milhões do PT de Lula. Além disso, aliados de Bolsonaro destacam a falta de carisma de Zema e sua imagem regionalizada, restrita a Minas Gerais.

Enquanto Zema se prepara para sua candidatura, outros governadores, como Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior, são vistos como concorrentes mais fortes. A polarização política deve continuar a dominar as eleições de 2026, e a divisão da direita pode beneficiar Lula. A avaliação de aliados de Bolsonaro é de que Zema pode enfrentar um destino semelhante ao de Ronaldo Caiado, que também busca se firmar como candidato, mas carece de apoio fora de seu estado.

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