Em 27 de maio de 2015, uma operação da polícia suíça e do FBI prendeu dirigentes da Fifa em Zurique, revelando um grande esquema de corrupção que durou mais de 20 anos. O escândalo, conhecido como “Fifagate”, levou à prisão de sete membros da Fifa, incluindo o ex-presidente da CBF, José Maria Marin. A investigação começou em 2011 e resultou em mais de 40 indiciados, com 22 se declarando culpados, embora apenas seis tenham cumprido pena. A Fifa afirmou ter se reformado, mas críticos alegam que a governança não melhorou e que a estrutura de poder permanece a mesma. Uma nova preocupação surge com mudanças na legislação dos EUA, que podem afetar condenações relacionadas ao escândalo. A advogada Roberta Codignoto destacou que a flexibilização das leis pode permitir que práticas corruptas continuem. A Fifa, por sua vez, declarou que recebeu 201 milhões de dólares do Departamento de Justiça dos EUA para compensar perdas devido à corrupção.
O escândalo de corrupção na Fifa, conhecido como “Fifagate”, completa dez anos nesta terça-feira, 27 de maio. O caso teve início em 2015, quando agentes do FBI e da polícia suíça prenderam dirigentes da entidade em Zurique. A operação desarticulou um esquema de corrupção que durou mais de duas décadas.
Críticos afirmam que a Fifa não melhorou sua governança desde então. Uma carta aberta, assinada por acadêmicos e organizações não-governamentais, destaca que as reformas implementadas não resultaram em uma nova era de governança responsável. O documento menciona que as falhas estruturais da entidade permanecem, especialmente a dinâmica de poder entre o braço executivo e as associações nacionais.
A Fifa, em resposta, declarou ter se transformado de uma “organização tóxica” em uma entidade respeitada. A entidade afirma ter promovido reformas significativas, incluindo auditorias independentes e uma linha de ajuda para denúncias. A escolha das sedes das Copas do Mundo agora é feita por votação das 211 associações nacionais.
O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, renunciou após o escândalo, mas não foi indiciado inicialmente. Ele foi banido do futebol por oito anos em 2015, e posteriormente, por mais seis anos em 2021, devido a outro caso de corrupção. Blatter e o ex-presidente da Uefa, Michel Platini, foram absolvidos de acusações de corrupção em março deste ano.
A revisão das condenações do “Fifagate” é uma preocupação atual. Mudanças na legislação dos Estados Unidos podem afetar a aplicação da Lei de Prática de Corrupção no Exterior, que proíbe subornos a autoridades estrangeiras. Especialistas alertam que isso pode enfraquecer o combate à corrupção no esporte e permitir a perpetuação de esquemas antigos.
A Fifa, por sua vez, afirma ter recebido R$ 1,1 bilhão em compensação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A entidade continua a enfrentar críticas sobre sua governança, enquanto o debate sobre a integridade no futebol se intensifica.
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