A Corte Constitucional da Colômbia decidiu que a Igreja Católica deve liberar informações sobre casos de pederastia. Essa decisão veio após jornalistas terem solicitado acesso a arquivos que contêm denúncias de abusos sexuais infantis, mas a Igreja havia fornecido apenas 13% dos dados. Os jornalistas, que já revelaram mais de 600 nomes de sacerdotes acusados, acreditam que com as informações restantes poderão identificar até 5.000 casos. Um dos jornalistas, Juan Pablo Barrientos, começou sua investigação há sete anos, inspirado por um trabalho similar nos Estados Unidos. Ele enfrentou resistência da Igreja, que alegou segredo pontifício para não divulgar os dados. A Corte também ordenou que a Fiscalía Geral da Nação forneça informações sobre denúncias contra altos membros da Igreja. Um caso recente que chamou atenção foi o de um sacerdote acusado de abusar de crianças na década de 1970, que teria sido encoberto por líderes religiosos.
A Igreja Católica na Colômbia deverá desclassificar informações sobre casos de pederastia, conforme decisão da Corte Constitucional. A medida, anunciada nesta segunda-feira, atende a pedidos de jornalistas que buscavam acesso a dados sobre abusos sexuais cometidos por sacerdotes.
Os jornalistas Juan Pablo Barrientos e Miguel Ángel Estupiñán haviam solicitado acesso a arquivos que contêm denúncias de abuso infantil. A Igreja havia fornecido apenas 13% das informações solicitadas, revelando mais de 600 nomes de sacerdotes acusados. Barrientos expressou satisfação com a decisão, afirmando que, com o restante dos dados, é possível identificar até 5.000 denúncias.
Barrientos iniciou sua investigação há sete anos, inspirado pelo trabalho do Boston Globe. Após respostas incompletas da Arquidiócesis de Medellín, ele recorreu à Justiça, que já havia dado ganho de causa em outras ocasiões. A recente decisão da Corte, com cinco votos a favor e dois contra, prioriza o direito à informação dos jornalistas.
Acesso à Informação
A Corte também determinou que a Fiscalia General de la Nación forneça dados solicitados pela jornalista Andrea Díaz Cardona. Ela pediu informações sobre denúncias contra altos cargos da Igreja, e a Justiça deu um prazo de 48 horas para a resposta.
Um caso recente que gerou polêmica é o de Darío Chavarriaga, acusado de abusar de menores na década de setenta. A família denunciou que o caso foi comunicado ao então líder dos jesuitas, que supostamente encobriu o sacerdote. Barrientos afirmou que os jesuitas têm se negado a fornecer listas de acusados.
Os jornalistas aguardam a notificação da sentença, que estabelecerá um prazo para a entrega das informações. Barrientos já anunciou que tomará medidas legais contra qualquer sacerdote que não cumprir a ordem da Corte.
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