A Polícia Federal iniciou a segunda fase da Operação Fantasos, focando em crimes financeiros e lavagem de dinheiro com criptoativos. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em várias cidades do Rio de Janeiro e sequestrados bens que podem chegar a R$ 1,5 bilhão. O principal alvo da operação é Douver Torres Braga, que foi preso na Suíça e extraditado para os EUA por um esquema Ponzi que enganou investidores em todo o mundo. Ele arrecadou mais de 295 milhões de dólares entre 2016 e 2018, prometendo altos rendimentos com um “robô de microtransações”. Após a descoberta das fraudes, ele voltou ao Brasil e continuou aplicando o mesmo golpe, criando uma moeda própria chamada Tcoin. As investigações começaram após sua condenação pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA. A Polícia Federal busca coletar mais provas e identificar outros envolvidos no esquema criminoso.
A Polícia Federal (PF) iniciou, nesta terça-feira, a segunda fase da Operação Fantasos, focando em crimes financeiros e lavagem de dinheiro com criptoativos. A operação inclui cinco mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, Niterói, Petrópolis e Duque de Caxias. Além disso, a Justiça Federal determinou o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 1,5 bilhão.
O principal alvo da operação é Douver Torres Braga, de 48 anos, extraditado da Suíça para os Estados Unidos após ser preso pela Interpol. Ele é acusado de liderar um esquema Ponzi que arrecadou mais de 295 milhões de dólares entre dezembro de 2016 e maio de 2018, enganando investidores globalmente. As vítimas eram atraídas por promessas de rendimentos de 11% ao mês através de um “robô de microtransações massivas”.
Detalhes da Operação
A primeira fase da Operação Fantasos ocorreu em abril e resultou na apreensão de diversos bens, incluindo embarcações e veículos de luxo. Os mandados cumpridos nesta terça-feira foram baseados em informações coletadas durante essa fase inicial. A PF busca coletar provas e identificar outros envolvidos no esquema criminoso.
Braga, que já havia sido condenado pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), retornou ao Brasil após as fraudes serem descobertas. Ele continuou a aplicar o mesmo golpe, utilizando empresas de fachada e parcerias com empresários locais para lavar ativos ilícitos. As investigações revelaram que, ao tentar resgatar investimentos em Bitcoin, os investidores recebiam a desvalorizada Tcoin, com um valor de R$ 1 em comparação a R$ 100 para um Bitcoin.
Natural de Petrópolis, Braga começou sua carreira vendendo equipamentos de som. Em 2016, fundou o Trade Coin Club (TCC), prometendo altos lucros com criptomoedas. Ele se tornou conhecido por seu carisma e promessas de enriquecimento rápido. A PF continua a investigar suas atividades e a recuperação de bens adquiridos com os lucros das fraudes.
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