O embaixador André Corrêa do Lago, que preside a COP30, defendeu a realização da conferência em Belém, marcada para novembro, apesar das críticas sobre a infraestrutura da cidade. Ele afirmou que a logística do evento não é sua responsabilidade e que a estrutura será mantida em Belém, embora o alto preço dos hotéis esteja causando desconforto entre as delegações. Países como China, Alemanha, Reino Unido e Noruega estão preocupados com a capacidade de Belém para receber os visitantes, e o aeroporto local ainda não está pronto a seis meses do evento. Lago também destacou a importância das negociações financeiras para combater as mudanças climáticas, mencionando a necessidade de arrecadar US$ 1,3 trilhão por ano e a participação do setor privado. Ele comentou sobre um projeto de lei que facilita o licenciamento ambiental no Brasil, que foi aprovado no Senado, mas criticado por ambientalistas. Lago pediu que os negociadores comecem as discussões antes da Cúpula do Clima em Belém e convocou um esforço global para promover a transição energética e a sustentabilidade, ressaltando a importância de reduzir o uso de combustíveis fósseis. A COP30 é vista como uma chance importante para avançar nas metas climáticas com foco em ações concretas e colaboração entre países.
O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, defendeu a realização da conferência em Belém, marcada para novembro, apesar das críticas sobre a infraestrutura da cidade. Durante o II Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza, Lago afirmou que a logística não é de sua responsabilidade e que a estrutura do evento será mantida na capital paraense. Ele destacou que a questão principal é o preço elevado dos hotéis, que está gerando desconforto entre as delegações.
Líderes de países como China, Alemanha, Reino Unido e Noruega expressaram preocupações sobre a capacidade de Belém em receber as comitivas. A seis meses do evento, o aeroporto local ainda não está pronto, conforme reportado pelo colunista Lauro Jardim, do GLOBO. O governo do Pará não se manifestou até o fechamento desta reportagem.
Importância das Negociações Financeiras
Lago enfatizou a relevância das negociações financeiras para mitigar as mudanças climáticas, mencionando a necessidade de arrecadar US$ 1,3 trilhão por ano. Ele ressaltou que a COP30 deve se concentrar em soluções práticas, ao invés de apenas elaborar textos. A participação do setor privado será fundamental para o sucesso do evento, que busca envolver todos os atores na implementação dos acordos climáticos.
O embaixador também comentou sobre a recente aprovação de um projeto de lei que flexibiliza o licenciamento ambiental no Brasil. Ele afirmou que a medida, embora criticada por ambientalistas, reflete a dinâmica política do país e a necessidade de abordar questões ambientais de forma abrangente. A aprovação ocorreu com 54 votos a 13 no Senado, com apoio significativo de governistas.
Desafios e Expectativas
Lago pediu que os negociadores se antecipem às discussões na Cúpula do Clima em Belém, utilizando uma reunião preparatória em Bonn, na Alemanha, para iniciar acordos. Ele alertou que a procrastinação nas negociações pode prejudicar a confiança no processo multilateral. O embaixador também convocou um “mutirão global” para promover a transição energética e a sustentabilidade, destacando a importância de superar o uso de combustíveis fósseis.
A COP30, portanto, se apresenta como uma oportunidade crucial para avançar nas metas climáticas, com um foco renovado em ações concretas e na colaboração entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.
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