O secretário de Educação de São Paulo, Fernando Padula, afirmou que o afastamento de 25 diretores de escolas com baixo desempenho não está relacionado aos planos de privatização do prefeito Ricardo Nunes. Os diretores foram afastados para participar de um programa de requalificação, pois suas escolas apresentaram os piores resultados em avaliações externas, como o Ideb. Padula disse que essa medida não é punitiva, mas sim uma forma de apoio e desenvolvimento. Ele explicou que os diretores ficarão dedicados ao programa até dezembro e retornarão às suas funções depois. A decisão gerou protestos de acadêmicos e do Ministério Público, que questionam os critérios usados para o afastamento. A maioria das escolas afetadas atende alunos em situação de vulnerabilidade social. A Congregação da Faculdade de Educação da USP também se manifestou contra a medida, destacando que a qualidade das escolas não pode ser medida apenas por indicadores numéricos. Além disso, alguns professores se recusaram a assumir os cargos de assistente de direção nas escolas afetadas. A secretaria informou que a capacitação dos diretores incluirá experiências em outras unidades e que a remuneração deles será mantida.
O secretário de Educação de São Paulo, Fernando Padula, afirmou que o afastamento de 25 diretores de escolas municipais não está relacionado aos planos do prefeito Ricardo Nunes (MDB) de privatizar a gestão de unidades com baixo desempenho. O afastamento ocorreu na última sexta-feira (23), com a justificativa de que essas escolas apresentaram os piores resultados em indicadores externos, como o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
Padula negou qualquer conexão entre o afastamento e a privatização, chamando as críticas de “delírio total”. Ele explicou que os diretores foram convocados para um programa de requalificação, que será ministrado por servidores da própria secretaria. O objetivo é melhorar a gestão pedagógica e a aprendizagem dos alunos. O programa deve ser concluído em dezembro, e os diretores retornarão às suas funções.
Críticas e Mobilizações
A decisão gerou protestos de acadêmicos, estudantes e do Ministério Público, que questionam a metodologia utilizada para o afastamento. A Congregação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) aprovou uma moção de repúdio, destacando que a qualidade das escolas não pode ser avaliada apenas por indicadores numéricos. Entre as escolas afetadas estão unidades reconhecidas por projetos inovadores.
Além disso, ao menos três professores se recusaram a assumir os cargos de assistente de direção nas escolas afetadas. A Secretaria Municipal de Educação informou que a medida é inédita e que os diretores afastados atuam há pelo menos quatro anos nas unidades. A seleção foi baseada no desempenho no Ideb e no Idep (Índice de Desenvolvimento da Educação do Município).
Contexto de Vulnerabilidade
A maioria das escolas afetadas atende alunos em situação de alta vulnerabilidade social. Padula afirmou que a vulnerabilidade não pode ser usada como justificativa para o baixo desempenho. Ele ressaltou que é necessário desenvolver estratégias para apoiar essas unidades, que enfrentam desafios significativos, como a falta de profissionais qualificados.
O Ministério Público também solicitou esclarecimentos sobre o processo de afastamento, incluindo se os diretores tiveram a oportunidade de se defender. A deputada estadual Andrea Werner (PSB) questionou os critérios utilizados para a seleção dos diretores afastados, enfatizando a importância de considerar avanços qualitativos na educação.
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