O senador Plínio Valério desrespeitou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante uma sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado. Ele disse que ela “não merecia respeito”, o que levou Marina a se retirar da reunião. A discussão começou quando Valério afirmou que estava falando com a ministra e não com uma mulher, e Marina respondeu que era ambas as coisas, pedindo um pedido de desculpas que Valério se recusou a dar. Esse não é o primeiro desentendimento entre eles; em março, Valério fez uma declaração polêmica sobre “enforcá-la”, o que gerou críticas e ações no Conselho de Ética. Após o novo incidente, Marina recebeu apoio de outros parlamentares e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela destacou que estava na comissão por seu cargo e não por ser mulher, e considerou tomar medidas legais contra Valério por violência política de gênero. O episódio mostra a tensão crescente entre eles, especialmente em um momento em que a preservação ambiental é um tema importante.
O senador Plínio Valério (PSDB-AM) provocou mais uma polêmica ao desrespeitar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante uma sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado. O incidente ocorreu quando Valério afirmou que a ministra “não merecia respeito”, levando Marina a se retirar da reunião.
A discussão acalorada começou quando Valério, ao se dirigir a Marina, disse que estava falando com a ministra e não com uma mulher. Em resposta, Marina afirmou que era ambas as coisas e exigiu um pedido de desculpas. Valério, no entanto, se recusou a se desculpar, o que resultou na saída da ministra da comissão. A sessão foi encerrada logo em seguida.
Esse não é o primeiro embate entre os dois. Em março, Valério já havia feito uma declaração polêmica, expressando vontade de “enforcá-la” durante um evento. Na ocasião, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), repreendeu o senador, e ações foram tomadas no Conselho de Ética. Valério, por sua vez, defendeu suas palavras como uma “brincadeira” e afirmou que não se arrepende do que disse.
Reações e Consequências
Após o incidente, Marina Silva recebeu apoio de diversos parlamentares e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que elogiou sua atitude. O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho, também se manifestou, afirmando que a falta de respeito não é aceitável em um ambiente institucional.
Marina, que foi convocada para discutir a criação de unidades de preservação marinha, destacou que sua presença na comissão se deu por seu cargo e não por ser mulher. A ministra considerou a possibilidade de tomar medidas jurídicas contra Valério por violência política de gênero, dada a gravidade das declarações do senador.
O episódio evidencia a crescente tensão entre Valério e Marina, especialmente em um contexto onde a discussão sobre licenciamento ambiental e preservação da Amazônia se torna cada vez mais relevante.
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