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SP amplia calçadas e comércio reivindica retorno das vagas para carros

Reforma de R$ 4,6 milhões na Liberdade prioriza pedestres, mas comerciantes temem queda nas vendas e pedem reabertura das ruas para carros.

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A Liberdade, um bairro famoso de São Paulo, vai passar por uma reforma de R$ 4,6 milhões para aumentar as calçadas e dar mais espaço para pedestres. A obra deve durar nove meses e tem como objetivo atender ao aumento de visitantes que buscam produtos e comidas orientais. As calçadas vão dobrar de largura e algumas vagas de estacionamento serão eliminadas. Comerciantes da região estão preocupados com a queda nas vendas, que já caiu 30% desde que o programa Ruas Abertas começou, limitando a circulação de carros nos fins de semana e feriados. Eles, organizados na Associação Liberdade Multicultural Asiática, querem pedir ao prefeito Ricardo Nunes que permita a volta dos carros. O presidente da SP Urbanismo, Pedro Fernandes, defende a reforma, dizendo que ela não vai atrapalhar o trânsito nem o comércio, e que o espaço antes usado por carros será transformado em áreas para pedestres, aumentando a segurança. A reforma também vai incluir melhorias no piso e na altura das calçadas para reduzir o risco de atropelamentos, já que a maioria das travessias acontece fora da faixa de segurança. Essa mudança faz parte de um plano maior da prefeitura para lidar com o crescimento do turismo na Liberdade.

A Liberdade, um dos bairros mais icônicos de São Paulo, passará por uma reforma de R$ 4,6 milhões para ampliar calçadas e priorizar a circulação de pedestres. A obra, que deve ser concluída em nove meses, visa acomodar o crescente número de visitantes atraídos pelo comércio de produtos e comidas orientais.

A reforma irá dobrar a largura dos passeios e eliminará vagas de estacionamento rotativo em áreas com maior fluxo de pessoas. No entanto, comerciantes locais expressam preocupação com a queda nas vendas, que estimam em 30% desde a implementação do programa Ruas Abertas, que restringe a circulação de carros aos fins de semana e feriados.

Donos de estabelecimentos da região, organizados na Alma (Associação Liberdade Multicultural Asiática), planejam um abaixo-assinado para solicitar ao prefeito Ricardo Nunes a reabertura das ruas para veículos. Eles argumentam que o alargamento das calçadas será suficiente para acomodar pedestres e que a proibição de carros tem levado clientes a preferirem o comércio ambulante irregular.

Pedro Fernandes, presidente da SP Urbanismo, defende a reforma, afirmando que o projeto não prejudicará o trânsito nem o comércio. Ele destaca que o espaço atualmente ocupado por carros parados será transformado em áreas para pedestres, aumentando a segurança e o conforto dos visitantes. Além disso, novas áreas para carga e descarga serão criadas.

As intervenções também incluirão a substituição do piso asfáltico por blocos intertravados e a redução do desnível entre calçadas e pista. Essas mudanças visam diminuir o risco de atropelamentos, já que 80% das travessias ocorrem fora da faixa de segurança. A reforma é parte de um esforço maior da prefeitura para atender ao crescimento do turismo na Liberdade, que inclui um Procedimento de Manifestação de Interesse para a construção de lajes interligando viadutos na região.

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