A Suprema Corte dos EUA decidiu não aceitar um pedido dos Apaches para parar um grande projeto de mineração de cobre em Oak Flat, Arizona, uma área que eles consideram sagrada. Com isso, a transferência de terras para a empresa Resolution Copper, que planeja explorar uma das maiores reservas de cobre do mundo, pode continuar. O juiz Neil Gorsuch, que discordou da decisão, afirmou que foi um erro não considerar o apelo. O grupo Apache Stronghold, que representa alguns membros da tribo San Carlos Apache, argumenta que a transferência das terras vai destruir um local importante para suas crenças religiosas. Apesar da decisão da corte, eles prometem continuar lutando para proteger Oak Flat. A mineração pode gerar cerca de 40 bilhões de libras de cobre e trazer benefícios econômicos para a região, mas a empresa já fez mudanças em seus planos para tentar reduzir o impacto sobre as tribos. A troca de terras foi aprovada pelo Congresso em 2014, e a revisão ambiental necessária foi emitida no final do governo Trump. A nova administração Biden tentou reavaliar a situação, mas o processo judicial continuou.
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta terça-feira, um apelo dos Apaches que tentavam impedir a transferência de terras sagradas em Oak Flat, Arizona, para a Resolution Copper. A decisão permite que o projeto de mineração, que visa explorar um dos maiores depósitos de cobre do mundo, prossiga.
O juiz Neil Gorsuch, em sua dissent, classificou a decisão como um “grande erro”, ressaltando a importância histórica e espiritual da área para os Apaches. Ele, junto com o juiz Clarence Thomas, criticou a ação do governo, que, segundo eles, ignora a proteção que a terra sempre teve.
A área de Oak Flat é considerada sagrada pelos Apaches, que argumentam que a mineração resultará na destruição do local, violando seus direitos religiosos. Wendsler Nosie Sr., representante do grupo Apache Stronghold, afirmou que a luta para proteger a terra continuará, apesar da decisão da Corte, que ele descreveu como um “pesado golpe”.
O projeto de mineração, apoiado por comunidades locais, promete gerar R$ 1 bilhão por ano para a economia do Arizona e criar milhares de empregos. A Resolution Copper, subsidiária de grandes empresas de mineração, já anunciou mudanças no plano para minimizar o impacto sobre as tribos locais.
A troca de terras foi aprovada pelo Congresso em 2014, e a administração Trump havia acelerado o processo. A atual administração Biden revisou a análise ambiental, mas a disputa legal prosseguiu. A Corte de Apelações de São Francisco já havia decidido a favor da transferência, desconsiderando os argumentos dos Apaches sobre a liberdade religiosa e um tratado de mil oitocentos e cinquenta e dois.
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