O Tribunal de Contas da União (TCU) está investigando o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), que tem como vice-presidente Frei Chico, irmão do presidente Lula. A investigação começou após denúncias de que o sindicato estaria fazendo descontos indevidos nas aposentadorias. O partido Novo fez uma representação ao TCU, alegando que o Sindnapi arrecadou R$ 154,7 milhões em 2024, um aumento de 564% desde 2020. O TCU decidiu ouvir o INSS e o Sindnapi e também fará inspeções no Ministério da Previdência e na Dataprev para verificar os descontos e os repasses feitos ao sindicato. A deputada Adriana Ventura, do Novo, afirmou que é um escândalo que envolve o desvio de dinheiro de aposentados. Além disso, a investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) aponta que muitos beneficiários não autorizaram os descontos, e até mesmo assinaturas foram falsificadas. Seis servidores públicos, incluindo o presidente do INSS, foram afastados por suspeitas de envolvimento no esquema.
O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou uma investigação sobre o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), vinculado a Frei Chico, irmão do presidente Lula. A decisão foi tomada após denúncias de fraudes relacionadas a descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O TCU determinou a realização de inspeções no INSS e no Ministério da Previdência.
As investigações surgiram após a bancada do partido Novo apresentar uma representação, alegando que o Sindnapi arrecadou R$ 154,7 milhões em 2024, um aumento de 564% em relação a 2020. A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) afirmou que aposentados e pensionistas tiveram valores descontados sem autorização. O TCU também negou um pedido para suspender os repasses ao sindicato, considerando que o INSS já havia interrompido os acordos desde abril.
O TCU exigiu que o INSS forneça detalhes sobre os acordos de cooperação técnica e os valores repassados a cada entidade. A investigação aponta que mais de 1,5 milhão de pedidos de reembolso foram registrados na plataforma Meu INSS, e que 97,6% dos beneficiários entrevistados não autorizaram os descontos. No caso do Sindnapi, 76,9% afirmaram não ter dado consentimento.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) também estão envolvidas na apuração. O Sindnapi é suspeito de não apresentar a documentação necessária para comprovar a autorização dos associados para os descontos. O TCU já investiga irregularidades desde 2023, e o ministro Aroldo Cedraz destacou que o crescimento das receitas do Sindnapi é preocupante.
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