A região de Murujuga, na Austrália Ocidental, tem arte rupestre muito antiga que está sendo danificada pela poluição do Karratha Gas Plant, operado pela Woodside desde os anos 1980. O Ministro do Meio Ambiente, Murray Watt, sugeriu que a planta continue funcionando até 2070, o que gerou protestos de grupos ambientais e países do Pacífico, que se preocupam com os efeitos climáticos e culturais. A arte rupestre, que inclui algumas das primeiras imagens do rosto humano, está sendo afetada por chuva ácida causada pelas emissões da planta. Watt anunciou que a extensão da operação foi aprovada com condições sobre a qualidade do ar, mas a decisão final depende da resposta da Woodside em dez dias. Ambientalistas criticam a proposta, dizendo que permitirá a exploração de muitos poços de gás, resultando em grandes emissões de carbono. Tuvalu, um país do Pacífico, também se opõe à extensão, afirmando que isso prejudica seu futuro. Raelene Cooper e Josie Alec, custodias indígenas locais, junto com Benjamin Smith, presidente de um comitê de arte rupestre, alertam que essa decisão pode ser a mais importante para o meio ambiente, pois pode causar danos irreparáveis à arte rupestre. A busca pelo status de Patrimônio Mundial para a área foi dificultada pela poluição. A Woodside afirma que pode haver uma convivência entre a indústria e a preservação cultural, mas ambientalistas alertam que a exploração de gás pode prejudicar ecossistemas marinhos. A demanda por gás natural na Ásia é importante para a empresa, mas especialistas questionam se é viável desenvolver grandes projetos de gás ao mesmo tempo que se compete com energias renováveis. A luta pela proteção do patrimônio cultural e ambiental em Murujuga continua, com pressão crescente de comunidades locais e grupos ambientais.
A região de Murujuga, na Austrália Ocidental, enfrenta uma grave ameaça à sua arte rupestre ancestral, considerada uma das mais antigas do mundo. O Karratha Gas Plant, operado pela Woodside desde os anos 1980, é apontado como responsável pela poluição que compromete essas obras. Recentemente, o Ministro do Meio Ambiente, Murray Watt, propôs a extensão da operação da planta até 2070, gerando forte oposição de grupos ambientais e nações do Pacífico.
A arte rupestre de Murujuga, que inclui as primeiras representações conhecidas do rosto humano, está sendo lentamente destruída pela poluição industrial. Estudos científicos indicam que as emissões do Karratha Gas Plant estão causando a formação de chuva ácida, prejudicando as rochas. Watt anunciou a aprovação proposta da extensão, com condições rigorosas sobre a qualidade do ar, mas a decisão final depende da resposta da Woodside em até dez dias.
Grupos ambientais criticaram a proposta, afirmando que permitirá a exploração de dezenas de poços de gás na costa, resultando em bilhões de toneladas de emissões de carbono. Tuvalu, uma das nações do Pacífico, também se manifestou contra a extensão, ressaltando que a continuidade da expansão de combustíveis fósseis compromete o futuro de seus países.
Impactos Culturais e Ambientais
A luta pela preservação da arte rupestre é liderada por Raelene Cooper e Josie Alec, custodias indígenas locais, que se uniram a Benjamin Smith, presidente do Comitê Científico Internacional de Arte Rupestre. Smith descreveu a decisão sobre a extensão como “talvez a mais importante decisão ambiental de nossas vidas”. Ele alertou que a aprovação representaria a maior “bomba de carbono” do hemisfério sul, danificando um dos mais importantes sítios de arte rupestre do mundo.
A busca pela proteção do patrimônio cultural enfrenta desafios adicionais. A aplicação para o status de Patrimônio Mundial foi prejudicada pelas emissões ácidas, conforme recomendação de um órgão consultivo da UNESCO. Watt expressou descontentamento com a decisão preliminar e se comprometeu a trabalhar para corrigir as imprecisões que influenciaram a avaliação.
Perspectivas Futuras
A Woodside defende a coexistência entre a indústria e o patrimônio cultural, negando que suas emissões estejam danificando a arte rupestre. A empresa também está atenta ao projeto de exploração de gás em Scott Reef, que poderia agravar ainda mais a situação ambiental. Ambientalistas alertam que a extração de gás na região comprometeria ecossistemas marinhos, incluindo habitats de espécies ameaçadas.
Enquanto isso, a demanda por gás natural liquefeito (LNG) na Ásia continua a ser um fator econômico crucial para a Woodside. No entanto, especialistas questionam a viabilidade financeira de desenvolver simultaneamente grandes projetos de gás, considerando a competição com energias renováveis e carvão. A luta pela preservação do patrimônio cultural e ambiental em Murujuga está longe de terminar, com a pressão crescente de comunidades locais e grupos ambientais.
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