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Gabriel Galípolo defende autonomia do Banco Central em reunião com senadores

Tensões entre o Banco Central e o PT aumentam com a defesa da autonomia financeira por Gabriel Galípolo, enquanto servidores se opõem à PEC.

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O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, pediu apoio a senadores para aprovar uma proposta que daria mais autonomia financeira à instituição. Ele argumentou que essa mudança é importante para que o Banco Central possa gerenciar melhor seus recursos. No entanto, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central se opõe à proposta, afirmando que ela ameaça a natureza pública do órgão. A proposta está parada no Senado e enfrenta resistência, com alguns senadores preocupados com a possibilidade de permitir que o Banco Central decida sobre salários e contratações sem a aprovação do governo. Galípolo destacou que a falta de autonomia orçamentária prejudica a atuação do Banco Central, que precisa se adaptar a novas demandas do mercado, como o aumento de bancos digitais. Ele também mencionou que a frota de veículos do Banco Central é antiga e que a falta de recursos limita a capacidade de inovação da instituição.

O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, fez um apelo a senadores nesta terça-feira, 27, pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa aumentar a autonomia financeira da instituição. Em um café da manhã com líderes do Senado, Galípolo destacou a importância da PEC para que o Banco Central possa gerir seus próprios recursos.

A proposta, que está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, permite que o Banco Central contrate pessoal e defina planos de carreira e salários sem a anuência do governo federal. O texto, no entanto, enfrenta resistência, especialmente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), que argumenta que a PEC ameaça a natureza pública da instituição.

Durante a reunião, Galípolo ressaltou que a falta de autonomia orçamentária compromete a atuação do Banco Central, citando a frota de veículos da instituição, que é da década de 1980. Ele afirmou que a aprovação da PEC é crucial para que o Banco Central possa acompanhar as novas demandas do setor financeiro, como o aumento do número de fintechs e a implementação do sistema Pix.

Líderes do PT manifestaram preocupação com a proposta. O líder do partido na Câmara, Lindbergh Farias, afirmou que o PT é historicamente contrário à ampliação da autonomia do Banco Central. A divergência entre Galípolo e o PT se intensificou após a discordância do presidente do Banco Central com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A PEC, que busca garantir recursos para que o Banco Central execute atividades relevantes, está parada desde julho de 2024, quando houve um pedido de vista na comissão. O relator da proposta, Plínio Valério, afirmou que muitos senadores ainda não têm conhecimento suficiente sobre o projeto, mas não se opõem a ele. A expectativa é que a proposta seja discutida antes do recesso parlamentar em julho.

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