O Supremo Tribunal Federal vai votar duas listas para preencher vagas no Tribunal Superior Eleitoral, com a saída dos ministros André Ramos Tavares e Floriano de Azevedo Marques. A presidente do TSE, Cármen Lúcia, quer aumentar a presença de mulheres no tribunal e enviará uma lista com juristas mulheres e outra com homens. A lista feminina pode ter Vera Lúcia Araújo, enquanto Tavares e Azevedo Marques estão na disputa pela recondução. Cármen Lúcia destacou que é importante ter mulheres no TSE, pois a falta delas seria um contrassenso. Os novos ministros vão atuar nas próximas eleições e podem decidir sobre processos que envolvem políticos, incluindo aqueles ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A escolha final será feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem prazo definido.
O Supremo Tribunal Federal (STF) votará nesta quarta-feira, 30, duas listas tríplices para preencher as vagas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a saída dos ministros André Ramos Tavares e Floriano de Azevedo Marques. A presidente do TSE, Cármen Lúcia, busca aumentar a representatividade feminina na corte.
Cármen Lúcia enviará duas listas: uma composta exclusivamente por juristas mulheres e outra com homens. Essa estratégia visa garantir que ao menos uma mulher ocupe uma das vagas, em um tribunal que atualmente conta com apenas duas mulheres em sua composição. A lista feminina pode incluir Vera Lúcia Araújo, enquanto Tavares e Azevedo Marques disputam a recondução.
A decisão de Cármen Lúcia reflete sua preocupação com a desigualdade de gênero no Judiciário. Em um evento recente, a ministra afirmou que a ausência de mulheres no TSE seria um contrassenso, destacando que, sem essa iniciativa, todos os cargos poderiam ser ocupados por homens. “Se não tivermos a oportunidade de ter uma lista de mulheres, no próximo pleito teríamos os sete cargos com sete homens,” ressaltou.
A lista masculina deve incluir os ministros Floriano de Azevedo Marques e André Ramos Tavares, que foram nomeados por Lula em 2023. A disputa entre eles é vista como uma tentativa de diminuir a influência do ministro Alexandre de Moraes no tribunal, já que ambos são considerados próximos a ele.
Os novos ministros atuarão nas próximas eleições presidenciais e poderão participar de julgamentos que envolvem processos de cassação e inelegibilidade de políticos, incluindo figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A escolha final dos nomes será feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não tem prazo definido para a decisão.
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