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Chile propõe legalização do aborto até 14 semanas em projeto de lei no Congresso

Projeto de lei do governo Boric busca legalizar aborto até 14 semanas no Chile, enfrentando resistência da oposição e desafios no Congresso.

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O governo do Chile apresentou um projeto de lei para legalizar o aborto até 14 semanas de gestação, uma promessa do presidente Gabriel Boric durante sua campanha em 2022. Atualmente, o aborto é permitido no país apenas em três situações: risco à vida da mãe, inviabilidade do feto e estupro. A ministra da Mulher, Antonia Orellana, destacou que essa discussão é importante, já que o aborto terapêutico foi proibido durante a ditadura de Augusto Pinochet. No entanto, a proposta enfrentará dificuldades no Congresso, onde a oposição é contrária à ampliação do direito ao aborto. Orellana admitiu que é pouco provável que a discussão seja concluída antes do fim do governo Boric em março de 2026. Grupos feministas apoiam a descriminalização do aborto, que é uma demanda antiga no país. O Ministério da Saúde informou que há quatro mortes por ano devido a abortos clandestinos, e uma pesquisa mostrou que 34% da população acredita que o aborto deve ser permitido em todos os casos.

O governo do Chile apresentou um projeto de lei ao Congresso nesta quarta-feira, visando legalizar o aborto até 14 semanas de gestação. Essa proposta é uma das principais promessas do presidente Gabriel Boric, feita durante sua campanha em 2022. Atualmente, o aborto é permitido no país apenas em três situações: risco à vida da mãe, inviabilidade do feto e em casos de estupro.

A ministra da Mulher, Antonia Orellana, destacou que trinta e seis anos após a proibição do aborto terapêutico durante a ditadura de Augusto Pinochet, o governo está abrindo espaço para essa discussão legislativa. O projeto foi apresentado um ano após Boric manifestar sua intenção de descriminalizar o aborto em sua primeira apresentação ao Congresso.

Desafios no Congresso

A proposta enfrenta resistência significativa da oposição, que se opõe à ampliação dos direitos relacionados ao aborto. O presidente Boric não possui maioria no Parlamento, o que torna a aprovação do projeto um desafio. A ministra Orellana reconheceu que seria “ingênuo” acreditar que a discussão do projeto se encerraria antes do término do governo, previsto para março de 2026.

A descriminalização do aborto é uma demanda histórica de grupos feministas no Chile, que contam com o apoio do presidente. Dados do Ministério da Saúde indicam que o país registra quatro mortes anuais devido a abortos clandestinos. Além disso, uma pesquisa do Centro de Estudos Públicos revela que 34% da população acredita que o aborto deve ser permitido em todos os casos, enquanto 50% defende que ele deve ser autorizado apenas em situações específicas.

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