O CNJ marcou para a próxima semana o julgamento de Marcelo Bretas, juiz da Lava-Jato no Rio de Janeiro, que está afastado desde fevereiro de 2023. Ele enfrenta três inquéritos, sendo um deles resultado de uma reclamação da OAB, que o acusa de dificultar o acesso a documentos e de agir de forma irregular em casos, além de negociar penas e combinar estratégias com o Ministério Público. Outra denúncia, feita por Eduardo Paes, aponta falta de imparcialidade nas decisões de Bretas. A terceira representação, do ex-corregedor nacional de Justiça, investiga irregularidades na prestação de serviços judiciais na 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, onde Bretas era o responsável. Ele pode ser aposentado compulsoriamente.
Marcelo Bretas, juiz da Lava-Jato no Rio de Janeiro, será julgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na próxima semana. O magistrado está afastado desde 28 de fevereiro de 2023 e enfrenta três inquéritos que questionam sua conduta.
As acusações contra Bretas incluem irregularidades na prestação de serviços judiciais, falta de imparcialidade e obstrução do acesso a documentos por parte das defesas. Uma das reclamações foi feita pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que aponta que o juiz teria negociado penas e orientado advogados em conluio com o Ministério Público.
Outra representação foi apresentada pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que critica a falta de imparcialidade nas decisões de Bretas. Além disso, o ex-corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão, também protocolou uma denúncia sobre supostas irregularidades na 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, onde Bretas atuou.
A expectativa é que o juiz seja aposentado compulsoriamente, caso as acusações sejam confirmadas. O julgamento no CNJ representa um desdobramento significativo na carreira de Bretas, que ganhou notoriedade durante a operação Lava-Jato.
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