O advogado de Jair Bolsonaro, Celso Vilardi, disse que o ex-presidente ligou para o senador Hamilton Mourão na semana passada para avisá-lo sobre seu depoimento em um processo sobre uma tentativa de golpe de Estado. Vilardi afirmou que Bolsonaro apenas pediu a Mourão que estivesse disponível para o depoimento, sem dar mais instruções. No entanto, Mourão contradisse essa versão e afirmou que Bolsonaro pediu que ele reforçasse sua defesa, dizendo que nunca ouviu falar de golpe de Estado por parte do ex-presidente. Essa divergência entre as versões pode influenciar a percepção do Supremo Tribunal Federal sobre o caso.
O advogado de Jair Bolsonaro, Celso Vilardi, informou que o ex-presidente contatou o senador Hamilton Mourão na semana passada para avisá-lo sobre seu depoimento no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. Segundo Vilardi, o Supremo Tribunal Federal (STF) não atendeu ao pedido da defesa para intimar as testemunhas.
O advogado destacou que Bolsonaro apenas pediu a Mourão que se disponibilizasse para comparecer ao depoimento, sem qualquer orientação adicional. “O presidente Bolsonaro fala regularmente com o general Mourão e avisou para ele que seria testemunha”, afirmou Vilardi. A ligação ocorreu antes do depoimento de Mourão, que aconteceu na sexta-feira, dia 23.
Contradições nas Versões
Entretanto, a versão apresentada por Mourão diverge da de Vilardi. O senador declarou ao colunista Igor Gadelha, do site “Metrópoles”, que Bolsonaro o procurou para solicitar que ele reforçasse, em seu depoimento, que nunca ouviu qualquer menção de golpe de Estado ou ruptura institucional por parte do ex-presidente.
Vilardi negou que Bolsonaro tenha dado instruções a Mourão sobre como proceder durante o depoimento. A situação revela um embate de versões entre a defesa de Bolsonaro e o senador, que é uma figura chave no processo.
Contexto do Processo
O processo em questão envolve a tentativa de golpe de Estado, e o STF está ouvindo diversas testemunhas de defesa. A presença de Mourão como testemunha é significativa, dado seu histórico próximo ao ex-presidente. A divergência nas versões pode impactar a percepção do tribunal sobre a relação entre os envolvidos e a natureza das alegações feitas.
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