A Eslováquia decidiu permitir a venda da carne de ursos pardos, uma espécie protegida na União Europeia, após o governo aprovar um plano que autoriza a caça de até 350 desses animais, o que representa cerca de um quarto da população total de 1.300 ursos. Essa medida foi tomada em resposta a ataques fatais recentes. O ministro de Estado, Filip Kuffa, defendeu a ação, afirmando que a carne dos ursos abatidos será aproveitada, já que é comestível. No entanto, a decisão gerou críticas de conservacionistas e políticos da oposição, que argumentam que o abate não é a solução e que muitos encontros com ursos não resultam em problemas. A Greenpeace Eslováquia também se opôs à medida, considerando-a irresponsável. A carne de urso, que não é comum na Europa, será vendida com regulamentações, incluindo testes para um parasita que pode ser perigoso para humanos, e as autoridades de saúde alertam que deve ser cozida a uma temperatura específica para garantir a segurança.
A Eslováquia está prestes a permitir a venda de carne de ursos pardos, uma espécie protegida na União Europeia, após a aprovação de um plano pelo governo populista. O gabinete autorizou a caça de até 350 ursos, cerca de um quarto da população estimada de 1.300 animais, em resposta a ataques fatais recentes.
O plano de abate gerou forte reação de conservacionistas e políticos da oposição, que criticam a abordagem do governo. O ministro de Estado, Filip Kuffa, defendeu a medida, afirmando que era um desperdício enviar os animais abatidos para descarte. Ele afirmou que a carne dos ursos que atenderem a certos critérios será disponibilizada para consumo, destacando que “a carne de urso é comestível.”
A questão dos ursos se tornou um tema político relevante na Eslováquia, especialmente após um aumento no número de encontros perigosos, incluindo ataques fatais. Entre 2000 e 2020, o país registrou 54 ataques, com uma média de 10 por ano nos últimos tempos. O primeiro-ministro Robert Fico justificou o culling, afirmando que a população de ursos está causando insegurança nas florestas.
Críticas e Consequências
Ambientalistas e críticos argumentam que a solução não está no abate, mas na prevenção de conflitos. Michal Wiezik, ecólogo e eurodeputado, classificou o plano como “absurdo”, ressaltando que muitos encontros não resultam em incidentes. A Greenpeace Eslováquia também condenou a medida, chamando-a de “irresponsável” e alegando que ignora leis de conservação.
A carne de urso não é comum na Europa e é considerada uma iguaria em algumas regiões. A venda será regulamentada, com a exigência de testes para a presença de Trichinella, um parasita que pode causar doenças graves em humanos. As autoridades de saúde alertam que a carne deve ser cozida a pelo menos 70 graus Celsius para garantir a segurança alimentar.
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