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Fazenda não consulta Galípolo sobre possível aumento do IOF

Banco Central e Fazenda em conflito: aumento do IOF gera turbulência no mercado e revela falta de diálogo entre as instituições.

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, não foi consultado sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que o Ministério da Fazenda anunciou. Essa medida tem como objetivo arrecadar R$ 20 bilhões este ano e R$ 41 bilhões no próximo, mas gerou uma reação negativa no mercado financeiro. Após a pressão, a Fazenda admitiu que não discutiu as propostas com Galípolo. O anúncio do aumento do IOF ofuscou uma notícia positiva sobre a redução de despesas de R$ 31 bilhões no Orçamento. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que não houve diálogo com o Banco Central. A Fazenda defendeu que o aumento do IOF ajudaria na redução da inflação e ressaltou a necessidade de alinhar a política fiscal com a monetária. Com a proposta, o dólar subiu no mercado futuro e a bolsa brasileira caiu mais de 3%. Durante uma coletiva, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, disse que Haddad havia conversado com Galípolo, mas o ministro desmentiu essa informação nas redes sociais.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, não foi consultado sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anunciado pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira, 22. A medida, que visa arrecadar R$ 20 bilhões este ano e R$ 41 bilhões no próximo, gerou forte repercussão negativa no mercado financeiro.

Após a pressão do mercado, a Fazenda recuou e confirmou que as propostas não foram discutidas com Galípolo. O anúncio inicial ofuscou a notícia positiva sobre a contenção de despesas de R$ 31 bilhões no Orçamento deste ano, que superou as expectativas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao ser questionado, reiterou que as medidas não foram negociadas com o BC.

Repercussão no Mercado

Com a divulgação da proposta de aumento do IOF, o dólar disparou no mercado futuro, enquanto o índice EWZ, que representa a bolsa brasileira em Nova York, caiu mais de 3%. Durante uma coletiva, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que Haddad havia discutido o tema com Galípolo, mas o ministro contradisse essa afirmação em uma rede social, reforçando que não houve diálogo.

A Fazenda argumentou que o aumento do IOF ajudaria o Banco Central na convergência da inflação para a meta estabelecida. A equipe econômica destacou a importância da harmonização entre a política fiscal e monetária, visando colaborar com os esforços do BC para controlar a inflação.

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