O governo de Javier Milei está sendo criticado por suas políticas de segurança e economia, além de um aumento no orçamento da Secretaria de Inteligência do Estado, que agora tem como foco monitorar pessoas que possam criticar suas ações. Recentemente, foi descoberto um plano de espionagem que visa identificar e vigiar “atores” que possam minar a confiança nas políticas do governo, resultando em ataques ao jornalista Hugo Alconada Mon, que divulgou a informação. O plano, que faz parte do novo Programa de Inteligência Nacional, não define claramente quem são esses “atores”, mas pode incluir jornalistas, economistas e ativistas. O governo também está observando grupos sociais que possam influenciar a opinião pública, especialmente em períodos eleitorais. Após a publicação do plano, Alconada Mon enfrentou várias tentativas de invasão em suas contas e recebeu ameaças. O governo negou as acusações de que estaria usando a inteligência para perseguir opositores, mas o orçamento da agência de espionagem aumentou significativamente.
O governo de Javier Milei enfrenta críticas intensas por suas políticas de segurança e econômicas, especialmente após o aumento do orçamento da Secretaria de Inteligência do Estado (SIDE). Recentemente, um plano de espionagem foi revelado, visando monitorar “atores” que possam comprometer a confiança nas estratégias governamentais.
O plano, parte do novo Plano de Inteligência Nacional (PIN), busca identificar e vigiar aqueles que promovem a desconfiança nas políticas de segurança e econômicas do governo. O documento não define claramente quem são esses “atores”, o que levanta preocupações sobre possíveis ações de espionagem contra jornalistas, economistas e ativistas. O jornalista Hugo Alconada Mon, que divulgou as informações, já sofreu ameaças e tentativas de invasão de suas contas.
Ações da SIDE
A SIDE, sob a direção de Santiago Caputo, assessor de Milei, teve seu orçamento ampliado em sessenta e oito por cento desde janeiro. Os gastos reservados da agência, que não precisam de prestação de contas, aumentaram em duzentos e cinquenta e quatro por cento no mesmo período. O governo alega que não utiliza a SIDE para perseguir opositores, mas a situação gera desconfiança.
Além disso, o governo está monitorando grupos sociais vulneráveis que possam influenciar a opinião pública durante as eleições. Movimentos sociais e coletivos de aposentados, que frequentemente protestam por melhores condições, estão entre os alvos. A resposta do governo a essas manifestações tem sido um forte aparato policial, resultando em confrontos.
Reação do Governo
Após a divulgação do plano, a Presidência emitiu um comunicado confirmando a existência do novo PIN, mas negou seu conteúdo. Milei, em suas redes sociais, acusou jornalistas de serem “os maiores criadores de notícias falsas”. A situação de Alconada Mon, que já enfrentou múltiplas tentativas de invasão de suas contas, exemplifica os riscos enfrentados por aqueles que criticam o governo.
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