A juíza Julieta Makintach se afastou do julgamento sobre a morte de Diego Maradona após ser acusada de parcialidade. O Ministério Público pediu sua remoção porque ela teria autorizado a gravação de um documentário sobre o caso. Durante a audiência, foram exibidos vídeos que mostravam a juíza, o que gerou revolta entre os presentes. Makintach negou saber que estava sendo filmada e afirmou que não tinha envolvimento com o projeto. No entanto, após ouvir os argumentos, ela decidiu aceitar o pedido de afastamento, desejando que o julgamento pudesse continuar sem ela. O caso investiga se houve negligência por parte da equipe médica que cuidou de Maradona antes de sua morte em novembro de 2020. A saída da juíza pode atrasar ainda mais o processo, que já estava suspenso devido a essas questões.
A juíza Julieta Makintach foi afastada do julgamento que investiga a morte de Diego Armando Maradona, ocorrida em novembro de 2020. O afastamento ocorreu após um pedido do Ministério Público, que alegou suspeita de parcialidade devido à autorização de gravações para um documentário sobre o caso.
O julgamento, que começou em março, analisa a responsabilidade de uma equipe médica acusada de homicídio simples na morte do ícone do futebol argentino. A juíza, que chegou ao tribunal evitando a imprensa, inicialmente negou qualquer irregularidade, mas acabou aceitando o pedido de afastamento após a apresentação de provas que indicavam sua participação em um projeto de filmagem.
Durante a audiência, um trailer do documentário “Justiça Divina” foi exibido, mostrando Makintach em momentos do tribunal. O promotor Patricio Ferrari afirmou que a juíza atuou como “atriz” e não como magistrada, o que gerou revolta entre os advogados presentes. “A doutora Makintach voltou a mentir para todos nós”, disse Ferrari.
Os advogados de defesa também se manifestaram, destacando a falta de garantias para um julgamento justo. O advogado Julio Rivas, que representa o neurocirurgião Leopoldo Luque, um dos acusados, questionou a imparcialidade da juíza, sugerindo que a condenação seria mais atrativa para um documentário do que uma absolvição.
Após quatro horas de debate, Makintach decidiu se afastar, expressando seu desejo de que o julgamento prossiga sem mais atrasos. A continuidade do processo agora está em risco, podendo levar à anulação do julgamento, uma vez que a saída da juíza pode exigir a formação de um novo tribunal. A decisão sobre o futuro do caso deve ser anunciada na quinta-feira.
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