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Lula concede Ordem de Rio Branco a Eunice Paiva por sua luta contra a ditadura

Eunice Paiva, ícone dos direitos humanos, recebe postumamente a Ordem de Rio Branco, destacando sua luta contra a ditadura militar.

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O presidente Lula concedeu a Ordem de Rio Branco postumamente a Eunice Paiva, uma importante advogada e defensora dos direitos humanos, que lutou pelo reconhecimento das violações durante a ditadura militar no Brasil. Eunice, que faleceu em 2018, foi casada com Rubens Paiva, um ex-deputado que desapareceu em 1971 após ser preso e torturado. A condecoração, publicada no Diário Oficial da União, reconhece sua trajetória de resistência e sua busca por justiça, mesmo enquanto criava seus cinco filhos. Eunice também se destacou na defesa dos direitos dos povos indígenas e influenciou a Constituição de 1988. A história dela foi retratada no livro e no filme “Ainda Estou Aqui”, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional. A Ordem de Rio Branco é a maior honraria do Ministério das Relações Exteriores e é concedida a pessoas que prestaram serviços excepcionais ao Brasil.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, concedeu postumamente a Ordem de Rio Branco à advogada e defensora dos direitos humanos Eunice Paiva. A condecoração foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, dia 28 de maio de 2025. Eunice, falecida em 2018, é reconhecida por sua luta pelo reconhecimento das violações de direitos humanos durante a ditadura militar no Brasil.

Eunice Paiva, casada com o ex-deputado Rubens Paiva, desaparecido em 1971, tornou-se um símbolo de resistência. O ex-deputado foi preso e torturado por ser opositor do regime militar. A busca incansável de Eunice por justiça, enquanto criava seus cinco filhos, a destacou como uma figura central na luta pelos direitos humanos.

A história da advogada foi retratada no livro “Ainda Estou Aqui”, escrito por seu filho, Marcelo Rubens Paiva, e adaptada para o cinema, recebendo o Oscar de Melhor Filme Internacional. Eunice formou-se em Letras e, após o desaparecimento do marido, estudou Direito, especializando-se em direito indígena e atuando como consultora para o governo federal e a ONU.

A Ordem de Rio Branco, criada em 1963, é a maior honraria concedida pelo Ministério das Relações Exteriores e reconhece serviços excepcionais prestados ao Brasil. Eunice foi admitida no grau de comendador, o terceiro dos cinco níveis da condecoração. A homenagem destaca a importância de sua trajetória na luta pelos direitos humanos e sua contribuição para a sociedade brasileira.

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