O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, propôs transferir 343 imóveis do Estado para a União para ajudar a pagar uma dívida de R$ 165 bilhões. Entre os imóveis estão a Cidade Administrativa e dois hospitais. A lista enviada à Assembleia Legislativa inclui também escolas e imóveis de universidades. A secretária de Planejamento e Gestão explicou que a inclusão dos imóveis não significa que eles serão transferidos imediatamente, pois é necessário cumprir requisitos legais. A proposta gerou críticas da oposição, que alega que o governo está tentando privatizar bens públicos importantes.
Em tramitação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) propõe a transferência de 343 imóveis do Estado para a União. O governador Romeu Zema (Novo) busca abater uma dívida de R$ 165 bilhões com o governo federal. A lista, enviada à Assembleia, inclui a Cidade Administrativa, sede do governo estadual.
A Secretaria de Planejamento e Gestão destacou que a lista é preliminar e que a inclusão dos imóveis não garante a transferência imediata. Requisitos documentais e cadastrais, como matrícula regular e avaliações técnicas, são necessários para a regularização patrimonial. A secretária Silvia Caroline Listgarten Dias enfatizou que a proposta está sujeita ao interesse do governo federal, presidido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além da Cidade Administrativa, a lista abrange dois hospitais, o Risoleta Tolentino Neves e o Clemente de Farias, além de três escolas estaduais e imóveis pertencentes à Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e à Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). A oposição criticou a proposta, alegando que o governo estaria promovendo privatizações disfarçadas. A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) questionou a venda de estruturas essenciais para a sociedade, afirmando que o governo busca vender com 45% de desconto para beneficiar aliados.
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