Luciane Barbosa Farias, conhecida como “Dama do Tráfico”, foi presa em Manaus após cinco meses foragida. Ela foi condenada a 10 anos de prisão por associação ao tráfico e lavagem de dinheiro, sendo esposa do traficante Clemilson dos Santos Farias, líder do Comando Vermelho no Amazonas. Luciane ganhou notoriedade ao ser vista em reuniões no Ministério da Justiça, onde se apresentou como parte de uma ONG que defende direitos humanos de presos. Sua presença causou constrangimento ao governo, levando à criação de novas regras de segurança para visitas ao ministério. Luciane e seu marido foram condenados por crimes relacionados ao tráfico, e ela é acusada de ser o “braço financeiro” da operação dele, ajudando a lavar dinheiro e adquirir bens. A presença dela em eventos oficiais gerou críticas e levantou questões sobre a segurança e controle de acesso a esses locais.
Luciane Barbosa Farias, conhecida como “Dama do Tráfico”, foi presa na Zona Norte de Manaus no dia 28 de maio após cinco meses foragida. Ela foi condenada a dez anos de prisão por associação ao tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A condenação ocorreu em janeiro de 2023, e todos os recursos judiciais para evitar a prisão foram negados.
Luciane é esposa de Clemilson dos Santos Farias, conhecido como “Tio Patinhas”, líder do Comando Vermelho no Amazonas. Sua presença em reuniões no Ministério da Justiça gerou polêmica, especialmente após reportagens revelarem que ela participou de eventos na pasta, onde se apresentou como integrante do Instituto Liberdade do Amazonas, uma ONG que defende os direitos humanos de presos. O governo, ao se deparar com a situação, implementou novas regras de segurança para visitas ao Palácio da Justiça.
Assessores do ministro da Justiça, Flávio Dino, admitiram que Luciane foi recebida em reuniões, mas afirmaram que era impossível detectar sua presença previamente. A falta de controle nas agendas gerou críticas e levantou preocupações sobre a segurança dos servidores. Luciane, que atuava como o “braço financeiro” de seu marido, foi acusada de ocultar valores do tráfico, adquirindo bens de luxo e registrando empresas laranjas.
O Ministério Público do Amazonas descreveu Tio Patinhas como um criminoso de alta periculosidade, conhecido por métodos violentos. A atuação de Luciane e seu envolvimento com a facção criminosa foram destacados em investigações que apontam a ONG como uma fachada para atividades do Comando Vermelho. A situação gerou pressão sobre o governo federal, que enfrenta críticas pela gestão da segurança pública e pela falta de projetos robustos na área.
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