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Ministério Público investiga concessão que transforma Parque Ibirapuera em shopping a céu aberto

Ministério Público investiga Urbia por elitização do Parque Ibirapuera, que pode estar se tornando um "shopping center" a céu aberto.

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O Ministério Público está investigando a concessionária Urbia e a Secretaria do Verde de São Paulo por suposta exploração e elitização do Parque Ibirapuera, que estaria se tornando um “shopping center” a céu aberto. O promotor Silvio Marques afirma que a Urbia, com a ajuda da Secretaria, está transformando o parque, que é um bem público, em um espaço comercial. A investigação começou em dezembro de 2024 e está coletando provas, incluindo um parecer técnico sobre a descaracterização do parque, que é protegido por leis de preservação. O prefeito Ricardo Nunes defendeu a concessão e criticou o promotor, sugerindo que ele deveria se candidatar a prefeito. A Urbia negou as irregularidades e disse que a comparação com um shopping é falsa, afirmando que os espaços comerciais foram reduzidos desde a concessão. O promotor também mencionou que a concessionária permitiu a instalação de áreas exclusivas para clientes de certas marcas, como o Nubank. Além disso, há preocupações sobre eventos que causam perturbações na saúde e na fauna local. A Urbia assumiu a gestão do parque em 2020 por 35 anos, com a condição de manter o acesso gratuito. A investigação busca esclarecer taxas cobradas pela Urbia e a autorização para uso comercial do espaço. A Prefeitura não respondeu se já enviou os documentos solicitados pelo promotor, mas afirmou que a concessão melhorou os serviços do parque.

O Ministério Público investiga a concessionária Urbia e a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente por suposta elitização e exploração predatória do Parque Ibirapuera, em São Paulo. O inquérito, aberto em dezembro de 2024, aponta que o parque está se transformando em um “shopping center” a céu aberto. O promotor Silvio Marques afirma que a Urbia, com a conivência da Secretaria, está descaracterizando o espaço, que é tombado por órgãos como o Iphan.

O promotor destaca que o Parque Ibirapuera deve ser um bem público de uso comum, sem espaço para monetização ou loteamento. Em coletiva, o prefeito Ricardo Nunes defendeu a concessão e criticou o promotor, sugerindo que ele deveria se candidatar a prefeito. Nunes afirmou que não aceitará pressões e que pretende expandir as concessões.

A Urbia nega as irregularidades e considera as comparações com um shopping center “inverídicas”. A concessionária argumenta que os pontos comerciais no parque foram reduzidos em relação ao período anterior à concessão e que os espaços atuais são obrigatórios por contrato. A empresa também menciona a inclusão de 169 vendedores autônomos no projeto.

Denúncias e Eventos

O inquérito investiga a instalação de espaços destinados a um público específico, como a “Casa Nubank Ultravioleta”, que oferece serviços exclusivos a clientes do banco. O promotor também aponta que a Secretaria do Verde está permitindo eventos que causam danos à saúde e à fauna local. Desde o início de 2025, o MP apura a cobrança de taxas a treinadores de corrida que utilizam o parque.

A Urbia venceu a concessão do Ibirapuera em 2020, com um contrato de 35 anos que exige acesso livre e gratuito ao parque. O promotor solicitou esclarecimentos sobre as taxas de uso do espaço e os nomes dos agentes públicos envolvidos na fiscalização. A Prefeitura não respondeu se os documentos foram enviados, mas afirmou que o modelo de concessão tem melhorado os serviços à população.

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