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Moraes critica testemunhas em depoimentos sobre tentativa de golpe no STF

Ministro Alexandre de Moraes critica depoimentos no STF sobre tentativa de golpe, reafirmando hierarquia nas forças de segurança.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, repreendeu testemunhas durante os depoimentos sobre a tentativa de golpe de Estado no Brasil. Em uma sessão recente, ele interrompeu Antonio Ramiro Lourenzo, ex-secretário do Ministério da Justiça, que questionou a investigação, dizendo que só ouvia a palavra “golpe” na mídia. Moraes afirmou que a opinião dele não era relevante e pediu que se concentrasse nos fatos. Em outro depoimento, Moraes também confrontou Rosivan Correia de Souza, servidor da Secretaria da Segurança Pública do Distrito Federal, que minimizou a influência de Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública. Moraes, com base em sua experiência, defendeu que há subordinação entre as forças de segurança, enquanto Rosivan insistiu que a relação era apenas administrativa. Moraes, irritado, questionou se o secretário seria como uma “rainha da Inglaterra”. O colunista Josias de Souza defendeu a postura de Moraes, afirmando que suas intervenções são adequadas e necessárias para manter o foco na investigação. Ele comparou a atuação de Moraes à de Sergio Moro durante a Lava Jato, destacando que o juiz deve manter a ordem nos depoimentos. Até agora, os depoimentos não trouxeram novas evidências que ajudem os réus, mas confirmaram as investigações da Polícia Federal.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), repreendeu testemunhas durante depoimentos no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado no Brasil. As ocorrências foram registradas na quarta-feira, 28 de maio. Moraes destacou a irrelevância de opiniões pessoais sobre a investigação e enfatizou a hierarquia nas forças de segurança.

O primeiro incidente ocorreu quando Antonio Ramiro Lourenzo, ex-secretário executivo do Ministério da Justiça, questionou a premissa da investigação, afirmando que o termo “golpe” era utilizado apenas pela mídia. Moraes interrompeu Lourenzo, afirmando: “Se o senhor acha ou não que houve golpe, isso não é importante para a Corte. Se atenha somente aos fatos.”

Outro momento tenso envolveu Rosivan Correia de Souza, servidor da Secretaria da Segurança Pública do Distrito Federal. Durante seu depoimento, ele tentou minimizar a influência de Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública, sobre as operações policiais. Moraes, com ironia, questionou: “O secretário de Segurança é uma rainha da Inglaterra aqui?” O debate sobre a hierarquia entre as instituições gerou discussões acaloradas.

O colunista Josias de Souza, do UOL News, defendeu a postura de Moraes, afirmando que suas intervenções são adequadas e fazem parte do processo legal. Ele comparou a atuação do ministro à de Sergio Moro durante a Lava Jato, destacando que as testemunhas frequentemente tentam desviar a atenção dos fatos relevantes. Até o momento, os depoimentos não trouxeram novas evidências que possam beneficiar os réus, reforçando as provas já coletadas pela Polícia Federal.

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