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MP investiga transformação do parque Ibirapuera em ‘shopping center’

Ministério Público investiga Urbia e Secretaria do Verde por elitização do Parque Ibirapuera, que estaria se tornando um "shopping center" a céu aberto.

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O Ministério Público está investigando a Urbia e a Secretaria do Verde de São Paulo por suspeitas de que o Parque Ibirapuera está se tornando um espaço elitizado e explorado de forma predatória. O promotor Silvio Marques afirma que o parque está se transformando em um “shopping center” a céu aberto. A investigação, iniciada em dezembro de 2024, busca entender como o parque, que é protegido por leis, está sendo descaracterizado. Marques aponta que a Urbia, com apoio da Secretaria, está criando áreas exclusivas, como a “Casa Nubank Ultravioleta”, que oferece serviços apenas para clientes do banco. Ele também menciona que grandes eventos no parque têm prejudicado a fauna local e a saúde dos moradores. O prefeito Ricardo Nunes defendeu a concessão e criticou o promotor, afirmando que não haverá cancelamento das concessões e que a gestão busca melhorias para o parque. A Urbia negou as acusações, dizendo que as comparações com um shopping são erradas e que os espaços comerciais foram reduzidos. A investigação também examina taxas cobradas a treinadores que usam o parque, com denúncias sobre notificações que proíbem atividades gratuitas. A gestão municipal afirma que a concessão melhorou os serviços para a população.

O Ministério Público investiga a concessionária Urbia e a Secretaria do Verde e Meio Ambiente de São Paulo por suposta elitização e exploração predatória do Parque Ibirapuera. O promotor Silvio Marques afirma que o parque está se transformando em um “shopping center” a céu aberto. O inquérito, aberto em dezembro de 2024, visa apurar a descaracterização do espaço, que é tombado por órgãos como o Iphan.

Marques destaca que a Urbia, com a conivência da Secretaria, está permitindo a instalação de áreas destinadas a um público específico, como a “Casa Nubank Ultravioleta”, que oferece serviços exclusivos a clientes do banco. O promotor também menciona que eventos de grande porte no parque têm causado perturbações à fauna local e à saúde dos moradores da região.

Em coletiva, o prefeito Ricardo Nunes defendeu a concessão e criticou a atuação do promotor, sugerindo que ele deveria se candidatar a prefeito. Nunes reafirmou que não haverá cancelamento das concessões e que a gestão municipal busca melhorias para o parque. O promotor, por sua vez, não descartou a possibilidade de investigar a conduta do prefeito.

A Urbia negou as irregularidades, afirmando que as comparações com um shopping são infundadas. A concessionária argumenta que os espaços comerciais foram reduzidos em relação ao período anterior à concessão e que os pontos de venda atendem a obrigações contratuais. A empresa também se comprometeu a respeitar as regulamentações vigentes.

A investigação inclui a análise de taxas cobradas a treinadores de corrida que utilizam o parque. O MP já recebeu denúncias sobre notificações extrajudiciais que impedem atividades gratuitas no local. A gestão municipal, por sua vez, afirma que o modelo de concessão tem contribuído para a melhoria dos serviços oferecidos à população.

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