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Namíbia institui Dia da Memória para vítimas do genocídio alemão de 1904 a 1908

Namíbia institui Dia Nacional de Lembrança do Genocídio, reconhecendo oficialmente as atrocidades cometidas pela Alemanha entre 1904 e 1908.

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A Namíbia instituiu o Dia Nacional de Lembrança do Genocídio, que será celebrado anualmente em 28 de maio, reconhecendo oficialmente o genocídio de mais de 70.000 africanos entre 1904 e 1908, principalmente das comunidades Ovaherero e Nama, durante a colonização alemã. Este evento marca a primeira vez que o país homenageia essas vítimas. O genocídio, considerado o primeiro do século XX, envolveu o uso de campos de concentração e experimentos pseudocientíficos por oficiais alemães. A data escolhida, 28 de maio, lembra o dia em 1907 em que os campos de concentração foram fechados após críticas internacionais. Apesar de a Alemanha ter reconhecido o genocídio e oferecido ajuda de 1,1 bilhão de euros, muitos namibianos consideram essa oferta insuficiente, pois não inclui um pedido formal de desculpas ou reparações. A proposta de um novo acordo entre os dois países inclui um pedido de desculpas, mas muitos descendentes das vítimas ainda se sentem excluídos do processo. Além disso, há um desejo entre os ativistas de que a Alemanha devolva terras ancestrais aos Ovaherero e Nama.

A Namíbia instituiu o Dia Nacional de Lembrança do Genocídio, que será celebrado anualmente em 28 de maio. Esta é a primeira vez que o país reconhece oficialmente o genocídio de mais de 70 mil africanos entre 1904 e 1908, perpetrado por autoridades alemãs na antiga colônia da África do Sudoeste, focando nas comunidades Ovaherero e Nama.

O genocídio, considerado por historiadores como o primeiro do século XX, envolveu a utilização de campos de concentração e experimentos pseudocientíficos. As vítimas foram alvo de perseguições por resistirem à colonização, que visava a apropriação de suas terras e gado. O novo feriado será parte da “jornada de cura” da Namíbia, com um minuto de silêncio e uma vigília de velas em frente ao parlamento em Windhoek.

A escolha da data remete a 1907, quando as autoridades alemãs anunciaram o fechamento dos campos de concentração após críticas internacionais. Após a Primeira Guerra Mundial, o controle sobre a África do Sudoeste foi retirado da Alemanha. Durante anos, o país não reconheceu publicamente as atrocidades cometidas, mas, em 2019, admitiu a responsabilidade pelo genocídio e ofereceu € 1,1 bilhão em ajuda ao desenvolvimento, sem mencionar “reparações”.

A proposta foi rejeitada pela Namíbia, que a considerou um passo inicial, mas insuficiente. Muitos descendentes de Ovaherero e Nama expressaram descontentamento, afirmando que o dinheiro não substitui a restituição de suas terras. Um grupo que representa as famílias das vítimas criticou o acordo, chamando-o de evidência de uma mentalidade racista por parte da Alemanha.

Historiadores destacam a ironia de a Alemanha não ter pago reparações, considerando que antes do genocídio, o país já havia extraído compensações dos Ovaherero e Nama. O genocídio começou com uma ordem de extermínio de um oficial alemão, resultando em mortes em massa e o envio de restos humanos para a Alemanha para pesquisas raciais. A Namíbia continua a pressionar por justiça e reparações adequadas.

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