O PDT decidiu que vai votar contra o aumento do IOF, que é o Imposto sobre Operações Financeiras, sobre câmbio e operações de crédito, caso isso chegue ao plenário da Câmara dos Deputados. O líder do partido, Mário Heringer, disse que mais de 20 projetos foram apresentados para apoiar essa decisão. Ele considera o aumento do imposto um erro, pois isso pode aumentar as dívidas das pequenas empresas. Essa será a primeira vez que o PDT se opõe ao governo desde que se declarou independente após a saída de Carlos Lupi do Ministério da Previdência, em meio a um escândalo sobre aposentadorias. Embora o PDT tenha rompido com o governo, seus senadores ainda apoiam a administração. O aumento do IOF faz parte de um plano do governo para equilibrar as contas públicas, com a expectativa de arrecadar bilhões nos próximos anos. A pressão sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta, está aumentando para que as propostas contra o aumento sejam discutidas. A reunião de líderes será importante para decidir o futuro do aumento do IOF, especialmente com a próxima semana sem sessões na Câmara.
O PDT anunciou que votará contra o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre câmbio e operações de crédito, caso o tema seja levado ao plenário da Câmara dos Deputados. O líder do partido, deputado Mário Heringer (MG), afirmou que mais de 20 projetos de decreto legislativo foram protocolados para sustentar essa posição. A discussão ocorrerá na reunião de líderes marcada para quinta-feira (29).
Heringer destacou que o aumento do imposto é um “despautério”, pois elevará as dívidas das pequenas empresas. O PDT, que possui 17 deputados federais, se declarou independente após romper com o governo Lula, em decorrência da demissão de Carlos Lupi do Ministério da Previdência, em meio a um escândalo sobre descontos indevidos nas aposentadorias do INSS.
Rompimento com o Governo
Essa votação será a primeira divergência do PDT em relação ao governo desde o rompimento. Embora a sigla não tenha entregado os cargos no Executivo, passou a se considerar fora da base aliada. Os senadores do PDT, no entanto, afirmaram que continuarão a apoiar o governo. Lupi pediu demissão após críticas sobre sua atuação no combate a fraudes.
Heringer se reuniu com a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, e recebeu um convite para participar das reuniões da base governista. Ele afirmou que irá aos encontros, mas manterá a posição de independência, especialmente em relação ao aumento do IOF.
Medidas do Governo
O aumento do IOF foi anunciado como parte de um conjunto de medidas para zerar o déficit nas contas públicas até 2025, com a expectativa de arrecadar cerca de R$ 20 bilhões em 2025 e R$ 40 bilhões em 2026. O governo também congelou R$ 31,3 bilhões em despesas. A pressão sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), aumenta para que as propostas de sustação do aumento sejam pautadas.
Motta já criticou a decisão do governo, ressaltando que o Brasil precisa de menos desperdício, não de mais impostos. A reunião de líderes será crucial para definir o futuro do aumento do IOF, especialmente com a próxima semana sem sessões deliberativas devido ao Fórum Parlamentar dos Brics. A votação pode impactar a relação da Câmara com o governo, dependendo do entendimento com o Senado.
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