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Petroleiras buscam alterar processos de licenciamento do Ibama na Margem Equatorial

Ibama avalia pedido da Petrobras para explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas, enquanto setor busca mudanças no licenciamento ambiental.

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O Ibama está analisando o pedido da Petrobras para explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas, mas o projeto enfrenta oposição de ambientalistas e técnicos do órgão, que recomendam a rejeição. Ao mesmo tempo, empresas do setor de petróleo e gás querem mudar as regras do licenciamento ambiental para ter mais voz nas decisões do Ibama. A proposta, feita pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, sugere que, se o parecer técnico for negativo, a empresa possa pedir a revisão de um colegiado antes da decisão final do presidente do Ibama. Essa mudança pode afetar não só a licença da Margem Equatorial, mas também outros projetos. O senador Izalci Lucas está tentando viabilizar essa alteração no Senado. Claudio Nunes, do IBP, criticou o processo atual do Ibama, enquanto ambientalistas alertam que a proposta pode favorecer interesses políticos e prejudicar a análise técnica. A Petrobras busca a licença para explorar petróleo a 179 km da costa do Amapá, e um parecer do Ibama já sugeriu a rejeição do pedido, mas a proposta é apoiada por políticos, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Recentemente, o Ibama aprovou a última etapa antes do licenciamento definitivo.

BRASÍLIA — O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está avaliando o pedido da Petrobras para explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas. A proposta enfrenta resistência de ambientalistas e técnicos do órgão, que recomendam a rejeição do projeto.

Empresas do setor de petróleo e gás estão buscando mudanças no processo de licenciamento ambiental, especialmente após a controvérsia em torno da Margem Equatorial. A intenção é permitir que as empresas sejam ouvidas em cada processo de licenciamento, aumentando a pressão sobre o Ibama.

A proposta, apresentada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), sugere que, caso o parecer técnico seja contrário ao empreendimento, a empresa possa solicitar a manifestação de um órgão colegiado antes da decisão final do presidente do Ibama. Esse colegiado incluiria diretores do instituto, representantes do ministério envolvido e um indicado pelo presidente da República.

Se aprovada, essa mudança poderá afetar não apenas a licença da Margem Equatorial, mas também outros empreendimentos em diversos setores. O senador Izalci Lucas (PL-DF) articulou a apresentação de uma emenda no Senado para viabilizar essa alteração.

Claudio Nunes, diretor executivo de Exploração e Produção do IBP, criticou o atual procedimento do Ibama, afirmando que ele limita a discussão e a robustez das decisões. Ambientalistas, por outro lado, consideram a proposta uma tentativa de favorecer interesses políticos, alertando que isso poderia comprometer a análise técnica dos processos.

A Petrobras busca a licença para explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas, localizada a cerca de 179 km da costa do Amapá. Um parecer técnico do Ibama já recomendou a rejeição do pedido, mas a proposta é defendida por políticos e pela cúpula do Congresso Nacional, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Recentemente, o Ibama aprovou a última etapa antes do licenciamento definitivo, com a anuência do presidente do órgão, Rodrigo Agostinho.

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