Uma recepcionista de Salvador entrou com uma ação na Justiça do Trabalho depois que sua empresa negou seu pedido de licença-maternidade para cuidar de uma boneca reborn, alegando que ela não é “mãe de verdade”. Ela afirma ter sofrido assédio moral e constrangimento no trabalho, onde passou a ser alvo de zombarias após solicitar 120 dias de licença. A empresa sugeriu que ela precisaria de ajuda psicológica em vez de benefícios. A funcionária, que acredita que a maternidade vai além da biologia, pede R$ 10 mil por danos morais e a rescisão do contrato de trabalho. Seu advogado argumenta que o vínculo com a boneca envolve afeto e responsabilidade, e que a negativa da empresa causou grande sofrimento emocional. Além da indenização, ela também solicita o pagamento retroativo do salário-família e outras verbas trabalhistas, destacando a necessidade de discutir os direitos trabalhistas e os vínculos afetivos na sociedade atual.
Uma recepcionista de Salvador acionou a Justiça do Trabalho após ter seu pedido de licença-maternidade negado pela empresa, que alegou que ela não é “mãe de verdade”. A funcionária, que desenvolveu um vínculo afetivo com sua boneca reborn, busca R$ 10 mil por danos morais e a rescisão do contrato de trabalho.
Na ação, a mulher relata ter enfrentado assédio moral e constrangimento no ambiente de trabalho, onde passou a ser alvo de zombarias após solicitar a licença de 120 dias. A empresa, segundo a reclamação, sugeriu que ela “precisava de psiquiatra, não de benefício”. A recepcionista afirma que a maternidade vai além da biologia e que seu vínculo com a boneca é legítimo.
O escritório de advocacia que representa a mulher, liderado por Vanessa Homem, argumenta que a relação materna com a boneca reborn envolve afeto, cuidado e responsabilidade. A defesa destaca que a negativa da empresa causou um grave abalo emocional à funcionária, que continuou trabalhando sob intensa dor emocional.
Contexto Legal e Social
A ação judicial levanta questões sobre o reconhecimento de diferentes formas de maternidade, incluindo a maternidade sócioafetiva, que é reconhecida pela jurisprudência brasileira. A defesa menciona que a negação do direito à licença-maternidade é uma forma de reduzir a mulher à sua função reprodutiva, ignorando avanços em direitos civis e psicológicos.
O fenômeno das bonecas reborn, que imitam recém-nascidos com detalhes realistas, tem gerado debates nas redes sociais. Enquanto algumas mulheres compartilham suas rotinas de cuidados com as bonecas, outras criticam essa prática. O caso da recepcionista é um dos muitos que surgem nesse contexto, refletindo mudanças nas dinâmicas familiares contemporâneas.
Além da indenização, a mulher solicita o pagamento retroativo do salário-família e outras verbas trabalhistas. A situação destaca a necessidade de uma discussão mais ampla sobre os vínculos afetivos e os direitos trabalhistas em um mundo em constante transformação.
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