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Vereadores de Aracaju avançam em projeto para criar loteria municipal de apostas online

Vereadores de Aracaju avançam na criação da Loteria Municipal, mas enfrentam resistência por preocupações com vícios em jogos de azar.

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Em Aracaju, um projeto para criar a Loteria Municipal, chamada Locaju, foi aprovado em primeira votação. A ideia é arrecadar dinheiro para áreas sociais, mas há preocupações sobre o aumento do vício em jogos de azar. O projeto, proposto pelo vereador Isac Silveira, permite a exploração de várias modalidades de loteria, incluindo apostas esportivas. Os recursos arrecadados seriam destinados a secretarias como Juventude e Esporte, Cultura e Turismo, e Desenvolvimento e Assistência Social. No entanto, o vereador Lúcio Flávio se opõe ao projeto, afirmando que ele pode agravar problemas de vício na cidade. A prefeita Emília Corrêa não se posicionou claramente sobre o assunto, mas a aprovação do projeto pode gerar tensões com sua base na Câmara, que é a favor. Outros municípios de Sergipe já têm suas próprias loterias, e a discussão em Aracaju reflete uma tendência nacional sobre a regulamentação de apostas. O Supremo Tribunal Federal está analisando a competência dos estados para gerenciar serviços lotéricos, o que pode impactar a legalização das apostas em todo o Brasil.

Vereadores de Aracaju (SE) aprovaram em primeira votação um projeto para criar a Loteria Municipal (Locaju), que visa arrecadar recursos para áreas sociais. A proposta, apresentada pelo líder do governo na Câmara, Isac Silveira (União), deve ser votada novamente nas próximas semanas. O objetivo é explorar modalidades lotéricas, incluindo apostas esportivas, para aumentar a arrecadação municipal.

Os recursos obtidos com a Locaju serão destinados a secretarias como Juventude e Esporte, Cultura e Turismo, e Desenvolvimento e Assistência Social. Prêmios não reclamados em até noventa dias retornarão ao município para investimentos sociais. O novo órgão, vinculado à Secretaria da Fazenda, será responsável pela captação de recursos através da venda de produtos lotéricos.

A primeira votação contou com três abstenções e um voto contrário, do vereador Lúcio Flávio, que expressou preocupações sobre o potencial aumento de vícios em jogos de azar. Ele criticou a tramitação rápida do projeto, que não incluiu audiências públicas. “Estamos vivendo uma pandemia de viciados endividados com o vício potencializado pelas bets”, afirmou.

Isac Silveira rebateu as críticas, argumentando que a oposição busca transformar o estado laico em um estado teocrático. Ele defendeu que a regulamentação das apostas não incentiva o vício, comparando-a a outras substâncias prejudiciais, como álcool e tabaco. A prefeita Emília Corrêa (PL) não se posicionou claramente sobre o projeto, mas fontes afirmam que vetá-lo poderia gerar descontentamento na Câmara, onde a maioria dos vereadores apoia a proposta.

A discussão sobre a regulamentação de apostas online no Brasil reflete uma tendência nacional, com municípios buscando criar suas próprias loterias. O Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu que a exploração econômica não deve ser exclusiva da União, permitindo que prefeituras avancem com projetos semelhantes. Em Sergipe, outros municípios, como Lagarto e Santo Amaro das Brotas, já possuem suas próprias loterias.

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