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Auxiliar do STJ é investigado por mensagens apagadas com lobista em troca de favores

Análise da Polícia Federal revela que ex-auxiliar do STJ, Márcio Toledo, tentou ocultar provas em esquema de venda de decisões judiciais.

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Márcio José Toledo Pinto, ex-auxiliar do STJ, foi afastado por investigações sobre um esquema de venda de decisões judiciais, envolvendo o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves. A Polícia Federal analisou o celular de Toledo e descobriu que ele tinha uma relação próxima com o lobista, além de ter tentado apagar conversas importantes. Mensagens encontradas mostram Toledo falando sobre a família de Andreson e enviando fotos de um resort que pertence a ele. Também foram encontrados depósitos de R$ 115 mil entre empresas ligadas a ambos. Toledo é investigado por movimentações irregulares em processos e o STJ abriu dois processos administrativos para apurar as infrações. Ele continua afastado de suas funções por decisão do STF.

Análise da Polícia Federal sobre o celular de Márcio José Toledo Pinto, ex-auxiliar de gabinetes do STJ, revela uma relação de intimidade com o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, investigado por suposto esquema de venda de decisões judiciais. O documento, obtido pela Folha, indica que Toledo tentou ocultar provas ao deletar conversas relevantes.

Toledo, que trabalhou nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti, foi afastado devido a investigações em curso. As ministras não estão sob investigação. A PF encontrou mensagens em que Toledo menciona a família de Andreson e compartilha fotos de um resort que, segundo informações, pertence ao lobista.

Além disso, foram identificados depósitos de R$ 115 mil entre a empresa Florais Transportes, de Andreson, e a Marvan Logística, pertencente à esposa de Toledo. A investigação, supervisionada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, faz parte da Operação Sisamnes, que apura a venda de decisões e vazamentos de informações.

Tentativa de Ocultação de Provas

O celular de Toledo continha indícios de que ele deletou conversas potencialmente relevantes. A PF destaca que isso pode indicar uma tentativa de ocultar sua participação em atividades criminosas. Conversas apagadas incluem interações com Mirian Ribeiro Gonçalves, esposa de Andreson, e um ex-chefe de gabinete, Daimler Alberto de Campos, também investigado.

Toledo é alvo de investigações por movimentações irregulares em processos, com alterações que dificultam a visualização por outros servidores. O STJ informou que dois processos administrativos disciplinares foram abertos para apurar as infrações. O tribunal confirmou que Toledo permanece afastado de suas funções, conforme decisão judicial do STF.

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