Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cientistas protestam em Buenos Aires contra cortes drásticos na pesquisa científica

Cientistas argentinos protestam contra cortes orçamentários que ameaçam a pesquisa, com o investimento em ciência previsto para cair a 0,15% do PIB.

0:00
Carregando...
0:00

Mais de mil cientistas protestaram em Buenos Aires contra os cortes no orçamento da ciência na Argentina, que eles chamam de “ciencia-cídio”. Desde que Javier Milei assumiu a presidência em 2023, o governo fez cortes significativos, resultando em demissões e paralisação de atividades científicas. O orçamento para ciência deve cair para 0,15% do PIB até 2025, o que é considerado um mínimo histórico. Muitos pesquisadores perderam seus empregos ou deixaram o país em busca de melhores salários. A principal agência de fomento à pesquisa, o CONICET, tem enfrentado dificuldades financeiras e não tem feito novos investimentos. Os salários dos cientistas caíram cerca de 40% e muitos estão lutando para sobreviver com o que recebem. Apesar de Milei ter prometido fechar o CONICET, isso ainda não aconteceu, mas os cientistas sentem que estão sendo deixados à própria sorte.

Mais de 1.000 cientistas protestaram em Buenos Aires e outras cidades argentinas contra os cortes orçamentários no setor de ciência e tecnologia, sob o governo de Javier Milei. Os manifestantes usaram máscaras de gás, inspirados na série “El Eternauta”, para simbolizar a luta contra o que chamam de “ciencia-cídio”. O orçamento destinado à ciência deve cair para 0,15% do PIB até 2025.

Desde que Milei assumiu a presidência, em 2023, o governo implementou cortes significativos no orçamento, visando reduzir o déficit e controlar a inflação. Como resultado, cerca de 1.300 funcionários do setor científico foram demitidos, e muitos pesquisadores deixaram o país em busca de melhores salários. Fernando Stefani, físico da Universidade de Buenos Aires, afirmou que o financiamento para pesquisas parou completamente, com contratos já aprovados não sendo cumpridos.

A Agência Nacional de Promoção da Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação não lançou novas chamadas para projetos desde o final de 2023. O Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET), que financia cerca de 280 institutos de pesquisa, tem se limitado a pagar salários, que caíram cerca de 40% desde a posse de Milei. Pesquisadores relatam dificuldades para manter suas atividades, incluindo a alimentação de animais de laboratório.

Embora as ações do governo tenham reduzido a inflação anual para o menor nível em três anos, os preços de alimentos e bens essenciais continuam a subir. Lidia Szczupak, neurocientista da Universidade de Buenos Aires, destacou que os salários dos pesquisadores jovens estão próximos dos níveis de pobreza, enquanto os mais experientes não conseguem sustentar uma vida digna. A situação do sistema de pesquisa é descrita como um “desmantelamento por inação e subfinanciamento”.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais