A migração de colombianos está mudando. Até maio de 2025, 145 mil pessoas deixaram a Colômbia, mas as políticas de imigração dos EUA e do México estão fazendo muitos buscarem novos destinos, como Chile, Argentina e Brasil. Em 2024, 314 mil colombianos emigraram, com a Espanha sendo o principal destino, recebendo 107 mil pessoas. O governo espanhol ainda tem uma política mais aberta em relação à imigração, ao contrário de países como o Reino Unido e a Alemanha, que impuseram restrições. A migração para os EUA caiu, com apenas 25 mil colombianos indo para lá este ano, e o número de colombianos detidos na fronteira com o México também diminuiu. Além disso, a situação em países como México se tornou mais difícil, com muitos colombianos sendo retornados e enfrentando maus tratos. A busca por uma vida melhor está levando muitos para o sul da América, onde já se vê um aumento significativo na migração para Brasil, Chile e Argentina. No entanto, a xenofobia também está crescendo, com discursos anti-imigração se tornando mais comuns. A violência e a insegurança continuam a ser as principais razões para a migração, com muitos colombianos também fugindo de desastres naturais e mudanças climáticas. A falta de apoio humanitário, especialmente devido a cortes nas doações dos EUA, está colocando em risco a assistência a milhões de deslocados e refugiados na Colômbia. A Acnur alerta que a redução de recursos pode levar a um retrocesso nos avanços feitos na proteção e regularização de migrantes. Além disso, há um movimento inverso de pessoas retornando ao país após tentativas frustradas de migrar para o norte, o que está sobrecarregando as instituições locais.
A migração colombiana enfrenta um novo cenário em 2025, com 145 mil pessoas deixando o país até maio, um número que se aproxima do total de 314 mil registrado em 2024. As políticas anti-imigração dos Estados Unidos e do México têm forçado muitos colombianos a buscar novos destinos, como Chile, Argentina e Brasil.
O governo espanhol, sob a liderança do socialista Pedro Sánchez, continua a adotar uma postura mais aberta em relação à imigração, com 107 mil colombianos se mudando para a Espanha em 2024. Em contraste, países como o Reino Unido e a Alemanha impuseram restrições, aumentando as tensões com Bogotá. A Alemanha, por exemplo, viu um aumento significativo nas solicitações de asilo, levando a uma queda de 42% nas petições nos primeiros meses de 2025, após um acordo com a Colômbia.
A migração irregular para os Estados Unidos também diminuiu. Em 2021, 111 mil colombianos emigraram para lá, mas em 2025, apenas 25 mil fizeram o mesmo. As detenções na fronteira com o México caíram drasticamente, com apenas 365 colombianos sendo parados em fevereiro, a menor cifra em quatro anos. O México, que já foi um destino popular, viu a migração colombiana cair para pouco mais de 6 mil neste ano.
Novos Destinos e Desafios
A mudança de rota para o sul da América Latina reflete a busca por alternativas mais seguras. Simon Tomasi, do Mixed Migration Centre, destaca que muitos colombianos agora buscam estabilidade em países vizinhos. Um estudo revelou que 62% dos migrantes deixaram a Colômbia devido à violência e insegurança, enquanto 81% mencionaram a falta de oportunidades financeiras.
Além disso, a crise humanitária em Colombia se agrava com a redução das doações internacionais. A Agência da ONU para os Refugiados (Acnur) alerta que mais de 7 milhões de colombianos necessitam de assistência, e a falta de recursos pode comprometer a proteção de refugiados e deslocados internos. A representante da Acnur, Mireille Girard, enfatiza que o apoio internacional é crucial, especialmente em um contexto de crescente violência e desastres naturais.
A migração colombiana, portanto, não apenas se adapta a novas realidades, mas também enfrenta desafios significativos, tanto em termos de acolhimento nos novos destinos quanto na manutenção de direitos e proteção para os deslocados.
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