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Cristo Redentor: disputa entre Arquidiocese e ICMBio por controle de área turística se intensifica

Disputa entre Arquidiocese e ICMBio pelo Cristo Redentor se intensifica após morte de visitante e proposta de lei que altera a administração do local.

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O Cristo Redentor, inaugurado em 1931, é um famoso símbolo do Brasil e atrai milhões de turistas todos os anos. No entanto, há uma disputa entre a Arquidiocese do Rio e o ICMBio, que cuida do Parque Nacional da Tijuca onde a estátua está localizada. Recentemente, essa briga se intensificou após a morte de um visitante, que teve dificuldades para receber socorro devido ao fechamento de um posto médico. Além disso, um projeto de lei está sendo discutido, que pode transferir a administração do Alto do Corcovado da União para a Arquidiocese. A Igreja quer controlar totalmente a área ao redor do Cristo, onde já realiza eventos e atividades comerciais. Atualmente, a maior parte da receita gerada pelo turismo vai para as concessionárias de transporte, enquanto a Arquidiocese e o ICMBio recebem quantias menores. As tensões aumentaram com queixas de ambos os lados sobre a gestão do local, incluindo problemas de infraestrutura e a falta de serviços básicos. A situação se tornou ainda mais complicada com a proposta de lei que, se aprovada, poderá mudar a administração da área, o que gerou críticas de alguns políticos. A ministra do Meio Ambiente anunciou investimentos para melhorar as instalações e prometeu um diálogo melhor entre as partes envolvidas.

O Cristo Redentor, inaugurado em mil novecentos e trinta e um, é um dos principais símbolos do Brasil e atrai milhões de turistas anualmente. Recentemente, a disputa pela administração do Alto do Corcovado entre a Arquidiocese do Rio e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) se intensificou após a morte de um visitante.

A contenda envolve a gestão de uma área de 6.700 metros quadrados, onde estão localizadas as instalações que dão acesso ao monumento. A Arquidiocese busca retomar o controle total da área, que era seu até mil novecentos e sessenta e um, quando o Parque Nacional da Tijuca foi criado. Atualmente, a Igreja recebe uma parte dos recursos gerados pela bilheteira, que em dois mil e vinte e quatro totalizou R$ 11,4 milhões.

A disputa se acirrou após a morte de Jorge Alex Duarte, que sofreu um ataque cardíaco nas escadarias do monumento. O posto médico estava fechado, o que gerou críticas sobre a gestão do local. O ICMBio alegou que a responsabilidade pela manutenção do espaço era da concessionária Trem do Corcovado. O incidente levou a um projeto de lei, proposto por deputados do PL do Rio, que pretende retirar a administração do Alto do Corcovado da União, favorecendo a Arquidiocese.

Conflitos e Desentendimentos

A relação entre as instituições é marcada por desentendimentos. O ICMBio considerou inadequado o pedido da Igreja para fechar o parque durante a visita de um cantor sertanejo. Além disso, a Arquidiocese reclama de problemas estruturais, como elevadores e banheiros fora de serviço, e a falta de sinal de telefonia no local.

A Igreja também enfrenta desafios com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que notificou a Arquidiocese após um turista se ferir em uma estrutura deixada pela Igreja. A situação se complica ainda mais com a proposta de lei que pode alterar a gestão do parque, o que é visto por críticos como uma forma de privatização.

A atual Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou investimentos de R$ 75 milhões para melhorias nas instalações do parque e se comprometeu a melhorar o diálogo entre as partes. A disputa continua, enquanto o Cristo Redentor permanece como um dos principais cartões-postais do Brasil.

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