Giovanni Bombardieri, promotor italiano, é conhecido por seu trabalho contra a ‘Ndrangheta, uma poderosa máfia da Calábria. Ele foi responsável pela prisão de Rocco Morabito, um grande traficante de drogas, e de Vincenzo Pasquino, que atuava como intermediário no tráfico de cocaína da América do Sul. Após ser preso, Pasquino decidiu colaborar com a Justiça, revelando ligações entre a ‘Ndrangheta e o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma facção criminosa brasileira. Essa aliança é importante para o tráfico internacional de drogas e armas. Pasquino contou que a ‘Ndrangheta procurou o PCC para obter novos portos e rotas para enviar drogas para a Europa. A relação começou em 2019, e o tráfico era financiado igualmente entre as duas organizações. Bombardieri destacou que a ‘Ndrangheta está presente em vários países, incluindo o Brasil, e que a colaboração entre as autoridades italianas e brasileiras é essencial para combater o crime organizado. Ele acredita que, com uma coordenação eficaz e troca de informações, é possível obter resultados significativos na luta contra as máfias.
Giovanni Bombardieri, promotor italiano, destacou a colaboração do mafioso Vincenzo Pasquino com a Justiça, revelando conexões entre a ‘Ndrangheta e o Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações foram compartilhadas durante o 2º Seminário Internacional de Segurança Pública, realizado em São Paulo.
Pasquino, preso em 2021 junto com Rocco Morabito, começou a falar sobre a aliança entre as organizações. Essa colaboração é crucial para o tráfico internacional de drogas e armas. Bombardieri afirmou que a ‘Ndrangheta busca novos portos e rotas no Brasil, onde o PCC atua como parceiro estratégico.
A relação entre a ‘Ndrangheta e o PCC se intensificou após encontros em São Paulo, com Pasquino revelando que o tráfico para a Europa era financiado em partes iguais pelas duas facções. O custo do quilo da droga, que era de 5 mil euros, aumentava para 7,5 mil euros devido a taxas cobradas pela organização brasileira.
Bombardieri observou que a ‘Ndrangheta não está restrita à Calábria, com presença em diversos países, incluindo o Brasil. A colaboração entre as autoridades italianas e brasileiras tem se mostrado eficaz, como evidenciado pela Operação Eureka, que resultou na prisão de 90 pessoas e na apreensão de mais de 20 toneladas de cocaína.
O promotor enfatizou a importância de uma legislação antimáfia robusta, semelhante à da Itália, para combater o crime organizado no Brasil. Ele acredita que a cooperação internacional é essencial para enfrentar as máfias de forma eficaz, destacando que a ‘Ndrangheta e o PCC compartilham características, como controle territorial e hierarquia interna.
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