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Indígenas reivindicam devolução de pertences sagrados guardados pelo Vaticano

Indígenas canadenses pressionam o Papa Leo a cumprir a promessa de repatriação de artefatos indígenas, em meio a discussões urgentes no Vaticano.

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Indígenas canadenses estão pedindo ao novo Papa, Leo, que devolva artefatos indígenas que ainda estão no Vaticano, mesmo após a promessa de repatriação feita pelo Papa Francisco. Esses itens, coletados durante a era colonial, incluem objetos importantes como um caiaque de pele de foca e um cinto de wampum de 200 anos. A chefe da Assembleia das Primeiras Nações, Cindy Woodhouse Nepinak, afirmou que é hora de devolver o que foi tirado sem direito. A pressão aumentou após líderes indígenas visitarem Roma em 2022 para discutir abusos em escolas residenciais. Os artefatos foram coletados durante o papado de Pio XI, que incentivou a coleta de itens indígenas, e muitos foram adquiridos em um contexto de assimilação forçada. Embora o número exato de itens seja desconhecido, estima-se que sejam milhares, e os líderes indígenas não têm um inventário completo. Durante sua visita ao Canadá, Francisco pediu desculpas pelos abusos da Igreja e afirmou que a Igreja apoia a cultura indígena. O Primeiro-Ministro canadense, Mark Carney, também conversou sobre a devolução com cardeais em Roma, e Woodhouse Nepinak destacou a importância de corrigir os erros do passado para beneficiar os sobreviventes e suas famílias.

Pressão por Repatriação de Artefatos Indígenas no Vaticano

Indígenas canadenses estão exigindo que o novo Papa, Leo, devolva artefatos indígenas que permanecem no Vaticano, apesar da promessa de repatriação feita por seu antecessor, Papa Francisco. Esses itens, adquiridos durante a era colonial, incluem objetos significativos como um caiaque de pele de foca Inuvialuit e um cinto de wampum de 200 anos.

A coleção de artefatos, que representa um período de destruição cultural, foi considerada um troféu por missionários. Cindy Woodhouse Nepinak, chefe nacional da Assembleia das Primeiras Nações, afirmou: “Quando coisas foram tiradas que não eram de alguém para tirar, é hora de devolvê-las.” A pressão por repatriação aumentou após uma visita de líderes indígenas a Roma em 2022, onde discutiram abusos históricos em escolas residenciais.

Contexto Histórico

Os artefatos foram coletados durante o papado de Pio XI, que incentivou a coleta de itens relacionados à vida indígena. Gloria Bell, professora de história da arte, destacou que milhares de pertences foram roubados para satisfazer a ganância da Igreja. A narrativa de que os objetos eram presentes é contestada, pois muitos foram adquiridos em um contexto de assimilação forçada.

Os itens estão em exibição ou armazenados no Museu Etnológico Anima Mundi do Vaticano. Embora o número exato de artefatos indígenas na coleção não seja conhecido, estima-se que sejam milhares. Líderes indígenas afirmam não ter um inventário completo dos itens sagrados presentes.

Apelo à Repatriação

Durante sua visita ao Canadá em 2022, Papa Francisco pediu desculpas pelos abusos cometidos pela Igreja. Ele mencionou que a Igreja está comprometida em promover a cultura indígena, conforme a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. Laurie McDonald, um ancião da Nação Cree, enfatizou a importância dos artefatos, que representam histórias e legados que deveriam ser transmitidos por gerações.

Recentemente, o Primeiro-Ministro canadense, Mark Carney, discutiu a devolução dos artefatos com cardeais canadenses em Roma. Woodhouse Nepinak reconheceu que a questão é difícil, mas necessária para corrigir os erros do passado. “Queremos fazer o que é certo para nossos sobreviventes e suas famílias”, afirmou.

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