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Vitor Belarmino nega dirigir em alta velocidade e omissão de socorro após atropelamento

Influenciador Vitor Belarmino se defende em depoimento por atropelamento fatal, alegando não ter visto a vítima e negando embriaguez.

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O influenciador Vitor Vieira Belarmino é acusado de atropelar e matar o fisioterapeuta Fábio Toshiro Kikuta, que havia se casado recentemente, na orla do Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. Ele ficou foragido por dez meses antes de se entregar à polícia. Durante seu depoimento, Belarmino negou que estava dirigindo em alta velocidade e disse que não viu o casal a tempo de frear. Ele afirmou que não havia consumido álcool e que ficou assustado ao tentar ajudar a vítima. O acidente aconteceu quando Toshiro atravessava a avenida com sua esposa. Belarmino, que estava com cinco amigas no carro, contou que tentou desviar, mas não conseguiu evitar a colisão. Ele também alegou que parou para prestar socorro, mas ficou com medo de ser agredido e decidiu fugir. O influenciador é réu por homicídio doloso e omissão de socorro. A defesa pediu a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, mas o Ministério Público se opôs. A juíza ainda não decidiu sobre o pedido.

O influenciador Vitor Vieira Belarmino foi interrogado pela Justiça, acusado de atropelar e matar o fisioterapeuta Fábio Toshiro Kikuta, de 42 anos, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. O acidente ocorreu horas após o casamento da vítima, em julho de 2024. Belarmino ficou foragido por dez meses antes de se entregar à polícia.

Durante o depoimento, que durou cerca de uma hora e vinte minutos, Belarmino negou estar dirigindo em alta velocidade e afirmou que não viu o casal a tempo de frear. Ele alegou que estava a aproximadamente 60 km/h e que, ao tentar ultrapassar uma moto, se surpreendeu com o casal atravessando a pista. O influenciador também negou ter consumido álcool no dia do acidente.

Belarmino é réu por homicídio doloso, que implica intenção de matar, e por omissão de socorro. Ele afirmou que, após o atropelamento, parou o carro para prestar ajuda, mas se sentiu ameaçado ao ver pessoas se aproximando e decidiu fugir. “Fiquei desesperado e não sabia o que fazer”, disse ele. O advogado de Belarmino, Gabriel Habib, declarou que o cliente estava colaborando com a Justiça e que se sentia injustamente acusado.

A defesa solicitou a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, mas o Ministério Público se opôs. A juíza Alessandra Roidis ainda não decidiu sobre o pedido. A audiência foi marcada por tensões, com a acusação afirmando que Belarmino estava acima da velocidade permitida e não prestou socorro, priorizando sua própria segurança.

As investigações indicam que Belarmino dirigia entre 109 km/h e 160 km/h, enquanto o limite da via é de 70 km/h. O caso gerou grande repercussão na mídia e entre a população, especialmente pela morte trágica de Toshiro, que deixou a cerimônia de casamento para caminhar com a esposa.

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