Luís Montenegro foi nomeado primeiro-ministro de Portugal pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa após vencer as eleições legislativas, embora sua coligação, a Aliança Democrática, não tenha conseguido a maioria absoluta. Montenegro, do Partido Social Democrata, afirmou que seu governo será viável com o apoio dos principais partidos de oposição, o Partido Socialista e o Chega, mas sem formar alianças formais. A Aliança Democrática conquistou 91 dos 230 assentos na Assembleia da República, enquanto o Chega e o PS têm 60 e 58 assentos, respectivamente. O presidente garantiu que a governabilidade do novo governo está assegurada, e tanto o Chega quanto o PS se comprometeram a não obstruir a formação do governo. Montenegro, que já enfrentou um escândalo político, terá que negociar suas diretrizes de governo caso a caso, já que não possui a maioria necessária para governar sozinho.
Luís Montenegro foi nomeado primeiro-ministro de Portugal nesta quinta-feira, 29, pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A confirmação ocorre após Montenegro vencer as eleições legislativas no último dia 18, embora sua coligação, a Aliança Democrática (AD), não tenha alcançado a maioria absoluta na Assembleia da República.
A Aliança Democrática conquistou 91 assentos dos 230 disponíveis, enquanto o Partido Socialista (PS) e o partido de ultradireita Chega obtiveram 58 e 60 cadeiras, respectivamente. Montenegro afirmou que seu governo será viável, contando com o apoio dos principais partidos de oposição, sem formalizar alianças permanentes.
Após a nomeação, Montenegro declarou que irá “dar sequência à vontade do povo” e que negociará suas diretrizes de governo caso a caso. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa destacou que a viabilidade parlamentar do novo governo está assegurada, após conversas com os líderes dos partidos de oposição.
O cenário político em Portugal é marcado por divisões, dificultando a obtenção de uma maioria estável. Montenegro enfrentou críticas durante a campanha, especialmente relacionadas a um escândalo de conflito de interesses envolvendo uma empresa de sua família. O líder do PS, Pedro Nuno Santos, renunciou após a derrota nas urnas, enquanto André Ventura, do Chega, se posicionou como líder da oposição, prometendo uma atuação construtiva, mas vigilante.
A nova administração de Montenegro terá que passar pelo debate de seu programa na Assembleia da República, onde não pode haver moções de rejeição bem-sucedidas para garantir sua posse plena.
Entre na conversa da comunidade