Giovanni Bombardieri, promotor italiano, tem lutado contra a ‘Ndrangheta, uma poderosa máfia. Ele prendeu líderes mafiosos como Rocco Morabito e Vincenzo Pasquino em 2021, na Paraíba. Recentemente, Pasquino começou a colaborar com a Justiça e revelou que a ‘Ndrangheta tem ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), o que é importante para o tráfico de drogas e armas entre o Brasil e a Europa. Durante um seminário sobre segurança pública, Bombardieri comparou o crime organizado no Brasil com a situação na Itália nos anos 1990 e destacou que a ‘Ndrangheta mudou seu foco para o narcotráfico após a morte de líderes na década de 1980. Pasquino, que está no Brasil desde 2017, contou que a ‘Ndrangheta procurou o PCC para garantir rotas seguras para o tráfico internacional. Os dois grupos se encontraram em 2019 e firmaram um acordo para dividir os lucros do tráfico para a Europa. Bombardieri alertou que subestimar o crime organizado pode ter consequências graves e defendeu uma legislação antimáfia forte para permitir a cooperação internacional. Ele acredita que a experiência da Itália pode ajudar o Brasil a desenvolver leis para combater o crime organizado, como demonstrado na operação “Samba”, que uniu esforços dos dois países.
À frente da Procuradoria Distrital Antimáfia de Turim, Giovanni Bombardieri tem sido um protagonista na luta contra a ‘Ndrangheta, uma das máfias mais poderosas do mundo. Ele foi responsável pela prisão de Rocco Morabito e Vincenzo Pasquino, dois líderes mafiosos, em 2021, na Paraíba. Recentemente, Pasquino começou a colaborar com a Justiça italiana, revelando ligações da ‘Ndrangheta com o Primeiro Comando da Capital (PCC), destacando a importância dessa aliança no tráfico de drogas e armas entre Brasil e Europa.
Durante o 2º Seminário Internacional de Segurança Pública, Bombardieri discutiu a gravidade do crime organizado no Brasil, comparando-o com a situação da Itália nos anos 1990. Ele ressaltou que a ‘Ndrangheta, que antes não se dedicava ao narcotráfico, mudou sua atuação após a morte de líderes na década de 1980, focando no tráfico de drogas na América. As investigações demonstram uma forte conexão entre a ‘Ndrangheta e facções brasileiras, especialmente o PCC.
Pasquino, que está no Brasil desde 2017, revelou que a ‘Ndrangheta buscou o PCC para garantir portos seguros para o tráfico internacional. Os encontros entre as duas organizações ocorreram em 2019, e o acordo estabelecia que o tráfico para a Europa seria financiado igualmente por ambas as partes. A ‘Ndrangheta, que já tinha contatos com fornecedores na América do Sul, procurou o PCC para diversificar suas rotas de tráfico.
A colaboração entre as duas facções é significativa, com o PCC sendo considerado um dos principais aliados da ‘Ndrangheta no tráfico de drogas. Bombardieri destacou que a subestimação do crime organizado pode levar a consequências graves, como ocorreu na Itália. Ele enfatizou a importância de uma legislação antimáfia robusta, que permita a cooperação internacional e o combate eficaz às organizações criminosas.
A experiência italiana pode servir de modelo para o Brasil, que busca desenvolver uma legislação específica para enfrentar o crime organizado. Bombardieri acredita que a cooperação entre as autoridades judiciárias dos dois países pode resultar em investigações mais eficazes, como demonstrado na operação “Samba”, que uniu esforços entre a Itália e o Brasil.
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