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Soldado é condenado a pena leve por morte de estudante durante perseguição policial em SP

Soldado condenado por morte de estudante em São Paulo tem pena convertida em pagamento de cinco salários mínimos, gerando revolta familiar.

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O soldado Marcos de Meira Santos foi condenado a um ano de prisão em regime aberto pela morte da estudante Mara Oliveira de Lima, que ocorreu em fevereiro de 2021 durante uma perseguição policial em São Paulo. A pena foi convertida em um pagamento de cinco salários mínimos ao filho da vítima, o que gerou revolta entre os familiares e críticas à decisão judicial. Mara foi baleada na porta de casa enquanto o policial perseguia um suspeito. A Polícia Civil considerou o caso como homicídio culposo, sem intenção de matar, mas o Ministério Público acusou o soldado de homicídio doloso. Testemunhas afirmam que o suspeito estava apenas com um celular, enquanto o policial alegou ter atirado em legítima defesa. O pai de Mara expressou indignação com a decisão, e o advogado da família criticou a pena como muito leve. A defesa do soldado argumentou que não houve intenção de matar e que o tiro foi um ricochete. O soldado está afastado das ruas, e a Secretaria da Segurança Pública disse que está trabalhando para reduzir mortes em intervenções policiais.

O soldado Marcos de Meira Santos foi condenado a um ano de prisão em regime aberto pela morte da estudante Mara Oliveira de Lima, ocorrida em fevereiro de 2021 durante uma perseguição policial em São Paulo. A pena foi convertida em um pagamento de cinco salários mínimos ao filho da vítima, gerando revolta entre familiares e críticas à decisão judicial.

Mara, de 19 anos, foi baleada na porta de casa em 7 de fevereiro de 2021. O disparo aconteceu enquanto o policial perseguia um suspeito na região do Campo Limpo. A Polícia Civil concluiu que houve homicídio culposo, sem intenção de matar. O Ministério Público, por outro lado, acusou o soldado de homicídio doloso, alegando que ele atirou intencionalmente. Contudo, os jurados optaram pela versão da Polícia Civil.

O juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, do Tribunal de Justiça de São Paulo, decidiu pela substituição da pena por prestação pecuniária. O policial alegou que disparou em legítima defesa, afirmando que o suspeito fez um gesto ameaçador. Testemunhas, no entanto, contestaram essa versão, afirmando que o suspeito estava apenas com um celular.

Reações à Decisão Judicial

Cosme de Jesus Paraguai, pai da vítima, expressou sua revolta com a decisão judicial, considerando o pagamento uma forma de desrespeito. O advogado Hugo Leonardo criticou a decisão do júri, afirmando que a pena é irrisória e legitima a violência policial. A defesa do soldado argumenta que não houve intenção de matar, destacando que o tiro fatal foi resultado de um ricocheteio.

O soldado Marcos de Meira Santos pertencia ao 16º Batalhão Metropolitano, conhecido por sua letalidade. Entre 2017 e 2024, o batalhão registrou 153 mortes causadas por seus agentes. A Secretaria da Segurança Pública informou que o policial está afastado das ruas e ressaltou esforços para reduzir mortes em intervenções policiais por meio de capacitação e equipamentos aprimorados.

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