O Teatro de Contêiner, da Companhia Mungunzá, recebeu uma ordem de despejo da Prefeitura de São Paulo, com prazo de 15 dias para desocupar o espaço. A notificação foi entregue no dia 28 de maio, e a justificativa da Prefeitura é que o local será usado para um novo programa de moradia social. O coordenador do teatro, Marcos Felipe, destacou que o espaço é importante para a cultura e a comunidade, e que a troca de local proposta pela Prefeitura não é do interesse da companhia. Ele também mencionou que existem outros espaços públicos na cidade que poderiam ser utilizados para moradia, sem precisar destruir o teatro. A Prefeitura afirmou que está disposta a ajudar a companhia a encontrar um novo local, mas os artistas do teatro pedem apoio da sociedade para preservar o espaço cultural.
O Teatro de Contêiner, da Companhia Mungunzá, recebeu uma ordem de despejo da Prefeitura de São Paulo, datada de 26 de maio. O documento foi entregue em 28 de maio, concedendo um prazo de 15 dias para desocupação do espaço, que abriga atividades culturais desde 2016.
A Prefeitura justifica a ação com a intenção de construir um hub de moradia social no local, considerado estratégico para um novo programa habitacional. O coordenador técnico do teatro, Marcos Felipe, expressou sua indignação: “É inadmissível que a gente destrua um equipamento de cultura para a construção de mais um prédio.”
O Teatro de Contêiner, localizado na Rua dos Gusmões, 43, no Centro de São Paulo, já realizou mais de 4.000 atividades e conquistou prêmios nacionais e internacionais. A gestão municipal afirmou que está disposta a oferecer alternativas de imóveis para a continuidade das atividades da companhia, mas os artistas contestam a necessidade de desocupar um espaço cultural ativo.
A Subprefeitura da Sé reconheceu a relevância do trabalho do grupo, mas reiterou que a desocupação é necessária. Felipe destacou que existem muitos espaços ociosos na cidade que poderiam ser utilizados para moradia, sem a necessidade de eliminar o teatro. A Prefeitura ainda não se manifestou sobre o impacto cultural da decisão.
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