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Virginia Fonseca nega receber bônus de R$ 24 milhões em contrato com casa de apostas

Virginia Fonseca nega receber bônus por perdas de apostadores em depoimento à CPI das Bets, enquanto contrato com a Esportes da Sorte é analisado.

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Virginia Fonseca, uma influenciadora com mais de 53 milhões de seguidores, firmou um contrato com a Esportes da Sorte que previa bônus de até R$ 24 milhões, caso a empresa tivesse lucro de R$ 80 milhões a partir do link que ela divulgou. Além disso, ela receberia R$ 40 milhões fixos. Virginia e a empresa afirmam que ela nunca recebeu esses bônus. O contrato também previa que ela teria acesso aos dados das apostas feitas através de seu link, mas seu advogado diz que ela nunca solicitou essas informações. Durante seu depoimento à CPI das Bets, Virginia negou receber bônus por perdas de apostadores e disse que o contrato tinha uma cláusula de confidencialidade. Ela explicou que o pagamento que recebeu foi apenas pela publicidade e não por resultados de apostas. A CPI investiga o impacto das casas de apostas no orçamento das famílias brasileiras e se há crimes financeiros relacionados.

Virginia Fonseca, influenciadora digital com mais de 53 milhões de seguidores, prestou depoimento à CPI das Bets no dia 13 de maio de 2025. Durante a audiência, ela negou receber bônus por perdas de apostadores e afirmou que nunca solicitou acesso aos dados financeiros da Esportes da Sorte, com a qual firmou um contrato.

O acordo, assinado em dezembro de 2022, previa um bônus de R$ 24 milhões caso a empresa alcançasse um lucro líquido de R$ 80 milhões a partir do link divulgado por Virginia. Além disso, ela teria direito a um pagamento fixo de R$ 40 milhões, independentemente dos resultados. A influenciadora e a empresa afirmam que ela não recebeu a bonificação extra.

Detalhes do Contrato

O contrato estipulava que Virginia teria acesso a informações sobre as apostas realizadas através de seu link, permitindo que ela acompanhasse seu desempenho em relação à meta de lucro. No entanto, seu advogado, Michel Saliba, declarou que ela nunca teve acesso a esses dados, pois não havia desconfiança na relação comercial.

Virginia também negou a existência da chamada “cláusula da desgraça alheia”, que supostamente garantiria a ela 30% das perdas dos apostadores. Em seu depoimento, ela explicou que o contrato era padrão e que não recebeu valores adicionais, pois o lucro da empresa não atingiu a meta estipulada.

CPI das Bets

A CPI das Bets investiga o impacto das casas de apostas digitais no orçamento das famílias brasileiras e possíveis crimes financeiros. Com duração prevista de até 130 dias, a comissão é presidida pelo senador Dr. Hiran (PP-RR) e já convocou dezoito influenciadores para depor. O empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, é um dos alvos da investigação.

A Esportes da Sorte reiterou que Virginia nunca recebeu valores relacionados a perdas de apostadores, afirmando que todos os pagamentos foram referentes à sua atuação publicitária. A comissão deve analisar o contrato assinado entre Virginia, a empresa e a Talismã Digital, agência de marketing da qual ela é sócia.

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