Pelo menos 20 pessoas foram presas em La Paz, na Bolívia, durante protestos que pedem o registro da candidatura do ex-presidente Evo Morales para as eleições de agosto. Os manifestantes, que estão em greve há quatro dias, entraram em confronto com a polícia, lançando pedras e rojões, enquanto os policiais responderam com gás lacrimogêneo. Os conflitos começaram quando a chefe do partido de Morales, o Pan-Bol, foi barrada ao tentar registrar a candidatura no Tribunal Supremo Eleitoral. O partido afirma que enviou a documentação a tempo, mas o tribunal considera que a candidatura não foi formalmente apresentada, já que o prazo se encerrou em 19 de maio. Morales, que foi presidente de 2006 a 2019, está impedido de se candidatar novamente devido a uma decisão judicial que limita os mandatos presidenciais a dois. Além disso, ele enfrenta acusações de violência sexual e tráfico de pessoas, embora uma ordem de prisão contra ele tenha sido anulada.
Confrontos em La Paz resultam em 20 prisões durante protestos por candidatura de Evo Morales
Pelo menos 20 manifestantes foram detidos nesta quinta-feira, 29, em La Paz, Bolívia, durante confrontos com a polícia. Os protestos ocorrem em resposta à recusa do Tribunal Supremo Eleitoral em registrar a candidatura do ex-presidente Evo Morales para as eleições de agosto. Os manifestantes, que exigem a participação de Morales, lançaram pedras e rojões, enquanto a polícia respondeu com gás lacrimogêneo e spray de pimenta.
Os confrontos começaram após a chefe do Partido de Ação Nacional Boliviano (Pan-Bol), Ruth Nina, ser impedida de entrar no tribunal para registrar a lista de candidatos. O partido alega que enviou a documentação por e-mail dentro do prazo, mas o TSE considera que a candidatura não foi formalmente apresentada, já que o prazo para inscrições terminou em 19 de maio.
Morales, que governou a Bolívia de 2006 a 2019, está legalmente impedido de concorrer novamente. Uma decisão judicial de 2023 limitou os mandatos presidenciais a dois. Além disso, em janeiro, um mandado de prisão foi emitido contra o ex-presidente por não comparecer a um tribunal em um caso de violência sexual e tráfico de pessoas, mas essa decisão foi posteriormente anulada.
Os protestos, que já duram quatro dias, têm gerado tensão na capital. Enrique Mamani, um dos líderes dos manifestantes, afirmou que, se o governo não atender às demandas, haverá um bloqueio nacional e um cerco à cidade de La Paz. Três policiais ficaram feridos durante os confrontos, que se espalharam por ruas próximas ao tribunal.
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