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Cultura e resistência: a importância da diversidade nas lutas por democracia e liberdade

A resistência cultural se torna essencial em tempos de crise democrática, como evidenciado por ações no Whitney Museum.

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A autora fala sobre a crescente onda de ações antidemocráticas nos Estados Unidos e no mundo, e a necessidade de reinventar o trabalho cultural e a resistência. Após deixar seu cargo no Queens Museum, ela reflete sobre a importância de diferentes formas de resistência em tempos de crise democrática, citando o caso de Warren Kanders no Whitney Museum. Kanders, que era vice-presidente do conselho do Whitney e dono de uma empresa que vendia equipamentos militares, enfrentou pressão de artistas e ativistas após descobrirem que seu produto era usado contra manifestantes e refugiados. Essa situação gerou uma série de ações coletivas que levaram à sua saída do cargo. A autora destaca que mudanças significativas podem ocorrer mesmo em meio a divergências, e que a diversidade de táticas fortalece a luta por justiça. Ela enfatiza que, em tempos de ameaças à democracia, é essencial resistir e não se conformar com injustiças, sugerindo que a união em redes de solidariedade, mesmo entre grupos com visões diferentes, pode ser uma forma eficaz de promover mudanças.

A autora e ex-diretora do Queens Museum compartilha sua experiência sobre a crescente onda de ações antidemocráticas nos Estados Unidos e globalmente. Ela destaca a importância de múltiplas formas de resistência e solidariedade em tempos de crise democrática, refletindo sobre seu papel como trabalhadora cultural.

Após sua saída do Queens Museum em 2018, a autora enfrentou a realidade de que poderia nunca mais trabalhar em um museu. Essa experiência a levou a repensar sua identidade e contribuição para o mundo cultural. Ela percebeu que a liderança singular nas instituições culturais é falha e que o trabalho é, na verdade, um ato coletivo.

Em 2019, o caso de Warren Kanders no Whitney Museum exemplificou a resistência cultural. Kanders, vice-presidente do conselho do museu, estava ligado a uma empresa que vendia equipamentos militares. Após protestos de artistas e trabalhadores culturais, ele renunciou ao cargo. A autora observa que essa mudança não seguiu uma teoria hierárquica, mas foi resultado de diversas ações paralelas.

A Força da Diversidade na Resistência

A autora compara a luta contra Kanders a movimentos históricos, como o fim do apartheid na África do Sul e o movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos. Ela enfatiza que a diversidade de táticas fortalece a mensagem e permite a inclusão de mais vozes. A resistência deve ser multifacetada, unindo interesses comuns, mesmo que as abordagens sejam diferentes.

Diante de ataques à liberdade de expressão e direitos humanos, a autora questiona como agir em resposta. Ela defende a desobediência civil e a recusa em obedecer a normas injustas. A resistência deve ser uma prioridade, pois instituições culturais são essenciais para a democracia e a sociedade civil.

A autora conclui que uma multiplicidade de resistências é necessária para promover mudanças significativas. A solidariedade, mesmo em meio à incompreensão, pode criar um espaço para a ação coletiva. A luta pela justiça deve ser vista como inevitável, não como um resultado de conformidade.

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