Uma nova estátua de Joseph Stalin foi inaugurada em uma estação de metrô de Moscou, após quase 60 anos sem sua presença. A escultura mostra Stalin cercado por trabalhadores e crianças, e rapidamente se tornou popular entre os visitantes, que deixam flores e tiram fotos. Essa reabilitação do legado de Stalin ocorre em um momento em que o Kremlin busca reformular a história da Rússia. Algumas pessoas, como Liliya Medvedeva, expressam admiração por Stalin, enquanto outros, como um estudante de história, criticam sua figura, chamando-o de “tirano sanguinário”. Apesar de Stalin ter sido responsável por expurgos e fomes que causaram milhões de mortes, muitos ainda veem a era soviética com nostalgia. Desde que Vladimir Putin assumiu a presidência, mais de 100 monumentos a Stalin foram erguidos na Rússia, e a nova estátua no metrô é uma das mais visíveis. O Kremlin tenta equilibrar a memória das repressões de Stalin com a promoção de sua imagem como um líder forte. Putin já reconheceu os crimes de Stalin, mas também defendeu a figura dele em algumas ocasiões. Enquanto isso, organizações de direitos humanos enfrentam repressão, e o Museu de História do Gulag foi fechado. Recentemente, o governo renomeou um aeroporto para Stalingrado, reforçando a reestalinização do país, que preocupa alguns opositores, que acreditam que isso pode levar a mais repressão. Ativistas tentaram protestar contra a nova estátua, mas foram rapidamente silenciados pela segurança.
MOSCOU – Uma nova estátua de Iosif Stálin foi inaugurada em uma estação de metrô de Moscou, após quase seis décadas sem sua presença. A escultura, que retrata Stálin cercado por trabalhadores e crianças, rapidamente se tornou uma atração, com muitos cidadãos deixando flores e tirando fotos.
A estátua é uma réplica de uma peça removida em mil novecentos e sessenta e seis, durante uma campanha de desestalinização. O Kremlin tem promovido a reabilitação do legado de Stálin, buscando reformular a história da Rússia como uma sucessão de triunfos, especialmente em meio ao conflito na Ucrânia.
Entre os admiradores da nova escultura, Liliya A. Medvedeva expressou sua satisfação, afirmando que “vencemos a guerra graças a ele”. No entanto, a reabilitação de Stálin gera reações mistas. Vladimir, um estudante de história, criticou a figura do ditador, chamando-o de “tirano sanguinário” e expressando sua preocupação com a repressão de opiniões divergentes.
A Nostalgia pela Era Soviética
A nostalgia pela era soviética é forte, especialmente entre as gerações mais velhas, que vivenciaram a transição para o capitalismo. Muitos veem Stálin como um líder forte que trouxe ordem e vitória contra a Alemanha nazista. Desde a ascensão de Vladimir Putin, mais de cento e oito monumentos a Stálin foram erguidos na Rússia, com um aumento significativo desde a invasão da Ucrânia em dois mil e vinte e dois.
O Kremlin, que já reconheceu os crimes de Stálin, agora enfrenta críticas por sua crescente reestalinização. Lev Shlosberg, político da oposição, alertou que essa tendência pode justificar atrocidades históricas e ameaçar o próprio governo. Recentemente, um cartaz de protesto foi removido rapidamente no metrô, destacando a repressão a vozes contrárias.
Mudanças na Memória Histórica
O Museu de História do Gulag, que expunha as atrocidades do regime stalinista, foi fechado em dois mil e vinte e quatro. A dissolução de organizações de direitos civis e a reescrita da história têm gerado preocupações sobre a preservação da memória das vítimas da repressão. A nova estátua de Stálin, portanto, simboliza não apenas a nostalgia, mas também um debate intenso sobre o legado de um dos líderes mais controversos da história russa.
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