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Exparamilitares são condenados a 40 anos por abusos sexuais durante guerra em Guatemala

Exparamilitares são condenados a 40 anos de prisão por abusos sexuais contra mulheres indígenas na Guatemala, destacando a luta por justiça.

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Um tribunal na Guatemala condenou três exparamilitares a 40 anos de prisão por abusos sexuais contra seis mulheres indígenas durante a guerra civil. O caso, conhecido como Mulheres Achí, destacou o testemunho de Pedrina Ixpatá Rodríguez, uma das vítimas, que relatou ter sido sequestrada e violentada em 1983. Durante o julgamento, foram apresentados 168 provas, incluindo testemunhos e documentos. Este é o segundo julgamento sobre esses crimes, que começaram a ser denunciados entre 2011 e 2015. A decisão foi celebrada por grupos de direitos humanos, que veem isso como um passo importante na luta por justiça para as mulheres vítimas de violência sexual durante o conflito.

Um tribunal da Guatemala condenou, nesta sexta-feira, três exparamilitares a 40 anos de prisão por abusos sexuais contra seis mulheres indígenas durante a guerra civil, que ocorreu entre 1960 e 1996. O caso, conhecido como Mujeres Achí, destaca a importância do testemunho das vítimas na busca por justiça.

Durante o julgamento, Pedrina Ixpatá Rodríguez, uma das vítimas, relatou os horrores que enfrentou em 1983, quando foi sequestrada e mantida em um destacamento militar. “Me iam a tirar ao quarto e aí entravam os soldados, e aí me violaram”, afirmou. Ixpatá, junto com outras mulheres, foi submetida a abusos sexuais e torturas durante 25 dias.

A juíza Maria Eugenia Castellanos ressaltou a relevância do depoimento de Ixpatá, afirmando que “são delitos de soledad, que estigmatizam a mulher”. Os exparamilitares, Pedro Sánchez Cortez, Simeón Enríquez Gómez e Félix Tum Ramírez, foram considerados culpados por crimes contra a humanidade. Eles permanecerão em prisão domiciliar até que a sentença seja confirmada.

Importância do Julgamento

O julgamento, que começou em janeiro de 2023, apresentou 168 provas, incluindo testemunhos e documentos. Este caso é um desdobramento de denúncias feitas entre 2011 e 2015 por 36 vítimas contra exmilitares e patrulheiros de autodefesa civil. Em 2022, um primeiro julgamento resultou na condenação de cinco expatrulheiros a 30 anos de prisão.

Após a sentença, houve aplausos na sala do tribunal, enquanto do lado de fora, ativistas de direitos humanos celebraram o veredicto. A advogada Lucía Xiloj destacou que a decisão é um passo importante para as Mulheres Achí e para todas as vítimas de violência sexual. O caso ilustra como a violência sexual foi utilizada como arma de guerra contra mulheres indígenas durante o conflito armado.

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